Yuri Kraszczuk

Caros Amigos,

É sempre muito bom poder lhes escrever.

Estamos completando um ano de vida e isso não seria possível sem o apoio de vocês, Procuramos neste um ano, trazer curiosidades, assuntos atuais sobre meio ambiente, CIAS. de dança,  entrevistas com pessoas que fazem a diferença no meio da dança e outros assuntos.

Gostaria de agradecer a todos que neste um ano de existência nos enviaram e-mails e mensagens através de nosso blog e nos enviaram sugestões, é muito bom saber que vocês estão acompanhando nosso trabalho.

A página Dance Klass KIDS esta sendo bem comentada e vem recebendo diversos desenhos de nossas leitoras mirins, este mês escolhemos o desenho da bailarina Juliana Tordo Antunes de 8 anos. Temos mais um joguinho dos 7 erros para se divertirem e a história do ballet Harlequinade.

Não podemos deixar de homenagear o grande Sapateador, coreógrafo e amigo Flávio Sales que nos deixou no dia 25 de maio deste ano, quis o destino que ele partisse exatamente no dia em que o mundo comemora o dia internacional do sapateado. Acho que podemos dizer em nosso nome e de todos os que o conheciam o nosso MUITO OBRIGADO.

O Fisioterapeuta José Luiz nos fala um pouco sobre sapatilhas de meia ponta, será que vocês compram a sapatilha de forma correta?  Ele nos da dicas que também podem ser utilizadas na compra de sapatilhas de ponta.

Não posso deixar de agradecer e de falar da professora Carla Martins, nosso querida amiga Carlinha  que esta mais uma vez conosco e desta vez ela veio para ficar.

Nossa nova colaboradora Mariana Faria entrevistou o “jurado mais polemico do Ela Dança Eu Dança” e descobriu que ele não é tão durão assim. Também foi buscar dicas de maquiagem para palco e nos falou um pouco sobre a CIA. Hibrida, que existe a 4 anos e mistura a dança de rua com o contemporâneo e ainda um toque da magia teatral .

Gostaria mais uma vez de agradecer a todos que colaboraram para que neste um ano de vida, pudéssemos levar a vocês assuntos atuais e diferenciados, Muito obrigado.

Espero que gostem das matérias e se quiserem obter mais detalhes sobre elas, ou até mesmo sugerir algum outro assunto, envie um e-mail para nosso endereço, kercheekerchenews@gmail.com, não se esqueçam de enviar também os desenhos de seus filhos, ele pode sair na próxima edição. A resposta para o jogo dos sete erros, assim como o jornal, estão disponíveis em nosso blog https://kercheekerchenews.wordpress.com

Boa Leitura e até o próximo.

 

Yuri Kraszczuk

 

João Wlamir

julho 14, 2011

por Mariana Faria

Dominante de um senso criativo magnífico, João Wlamir conta um pouco da sua trajetória versátil que o levou a chegar com êxito a um patamar tão alto na sua carreira profissional. Destemido, ele não ousa em falar sobre as verdades do meio e alerta aos futuros bailarinos para a realidade desse mundo encantador que é a dança.

DK: O que você dançou como bailarino que foi mais marcante na sua vida profissional?

JW: Todos os balés que eu dancei eu gostava muito, mas o que mais me marcou foi Hilarion em Giselle.

DK: Você enfrentou alguma dificuldade ao longo da sua trajetória?

JW: Sim. Eu comecei a dançar com 21 anos e eu fazia Ed. física, meu corpo já era todo formado em uma estrutura diferente. Então tive que fazer muito alongamento e correr atrás do tempo perdido. A minha dificuldade maior foi essa, mas não tenho nada a reclamar da minha carreira, porque sempre ganhei coisas que achava que não poderia fazer. Então todos os papeis, as performances, que eu fiz foram muito bons pra mim. Não encaro como uma dificuldade e sim como um crescimento, como um trabalho. Foi uma superação. A cada etapa vencida era mais um degrau que eu subia.

DK: O que o Theatro Municipal representa pra você?

JW: O Theatro Municipal é um divisor. Você sai de uma etapa amadora e parte para uma categoria profissional. Na realidade o Municipal é meu alicerce, meu porto seguro.

Ele é poderoso, é uma escola. E ao integrar aquele espaço, você aprende muita coisa.

DK: O que você tem a falar sobre o festival de Joinvile?

JW: Sou conselheiro do festival de Joinvile. Vejo que aquilo ali é de uma importância brutal para os bailarinos e pra mim também pessoalmente.

Trabalho em Joinvile há mais ou menos há 10 anos. Fui jurado, do clássico, do jazz, da dança contemporânea, fiz a noite de gala dos 25 anos e vou fazer também a gala dos 30 anos junto com a Fernanda chamas ano que vem. Joinvile também é um porto, onde se tem uma estrutura fantástica pra você trocar ideias, desenvolver seu trabalho e seu conhecimento.

DK: Você foi por muito tempo jurado do festival de Joinvile e agora participa do programa Se Ela Dança Eu Danço. Pra você é diferente julgar na televisão?

JW: Sim, é diferente. Na televisão é preciso estar com dez olhos ao mesmo tempo. Você tem que estar com os ouvidos sempre muito atentos, porque ao mesmo tempo em que o diretor está te dirigindo, você precisa prestar atenção no candidato. Você tem que sempre estar com a ideia de que é televisão e requer alguns ganchos para prender o telespectador, então tem que prestar atenção naquilo que se vai falar. E também tem o personagem que eu tenho que fazer. É tudo muito sério, eu sou um cara sério no julgamento. Aquele sujeito que julga mais rigidamente que todo mundo. È tudo maximizado. É preciso estar muito atento com tudo que acontece a sua volta, não posso estar relaxado. O esgotamento é bem maior. Em Joinvile é uma coisa que você observa como artista. Depois de julgar, você vai pro seu Quarto hotel, pensa no que você viu. Tem um tempo maior pra você pensar. Você tem um trabalho mais confortável. Na televisão é tudo imediato e tem que estar muito atento para não errar.

DK: E o João Wlamir é tão durão quanto no programa?

JW: Eu sou sério no meu trabalho e naquilo que eu me proponho, mas também sou extremamente amoroso e compreensível. Acho que a arte da dança é séria. O balé clássico tem que ter uma disciplina que não vem acontecendo.  A gente ultimamente tem estado muito relaxado. Todo mundo acha que pode dançar, mas nem todo mundo pode ser bailarino e eu vejo isso muito agora com o programa.

DK: Quando o John Lennon se apresentou ele conseguiu arrancar algumas lágrimas suas. Ele te impressionou muito?

JW: O John Lennon foi uma surpresa maravilhosa. Ele é um artista nato, um talento puro, que há muito tempo que eu não vejo. O menino é realmente Genial. Eu o chamei pra fazer uma participação na minha peça (lado B) com o número apresentado no programa, a gente fica meio desconfiado. Será que foi um golpe de mestre que ele deu, com a morte do cisne?  Mas no ultimo dia da peça eu pedi pra ele improvisar, dentro do estilo dele que é o Hip Hop. Eu coloquei uma musica clássica, dei um beethoven na hora pra ele, e realmente o cara é incrível, tem uma musicalidade  uma espiritualidade, uma maneira de compor o movimento com principio meio e fim, improvisando.A cada dia que ele dançava eu me emocionava. Eu aposto todas as minhas fichas nele na vida profissional, independente do programa.

DK: Ele seria então seu candidato favorito?

JW: Sim.

DK: Como foi pra você fazer e dirigir a comédia dançada Lado B?

JW: A gente bailarino clássico, tem um espírito muito crítico. Por incrível que pareça a gente não é tão serio, não somos sisudos. Temos um humor miserável. A gente tem essa abordagem, essa maneira da gente se olhar e se sacanear. É aquela história a gente não pode passar isso para o publico, mas nós sabemos quem somos. Temos esse lado meio doido, áspero às vezes, mas a gente ama a dança. O balé clássico realmente é a arte perfeita.

DK: Como você vê a situação da dança no Brasil hoje?

JW: Eu comecei a fazer dança nos anos 80, e de lá pra cá o balé esta se tornado uma coisa corriqueira. O que eu estou gostando do programa é que a audiência é dada por um público mais simples. A dança tem se desmitificado. Hoje não é mais vista como uma arte de esquerda ou uma coisa esquisita. As pessoas querem se profissionalizar. A qualidade dos espetáculos e também dos bailarinos está muito melhor.

DK: Você tem alguma mensagem para deixar para os jovens que estão começando a vida profissional na dança?

JW: Tenho um conselho, ele é meio acido, mas é isso mesmo. Muitos escolhem a dança, mas a dança escolhe muito poucos.. A gente tem que ter essa mentalidade. Nem todo muito vai se tornar um grande bailarino ou um grande coreógrafo. A gente tenta, eu to tentando até hoje. A dança tem outros caminhos, a gente tenta embarcar, naquilo que a gente acha que vai ser bom.

 

por Roberta Camargo

Como falar de sapateado e não mencionar Flávio Salles? E como falar dele sem citar o sapateado? Flávio Salles era um ótimo sapateador. Não só mais um bailarino de sapateado; ele foi figura importantíssima para a popularização e divulgação da arte de sapatear, principalmente no Rio de Janeiro.

Todos têm um outro lado da história para contar, porém, no caso do sapateador, sua vida sempre esteve ligada à música e ao exercício corporal. Flávio Salles, em entrevista para o site “Tap Web”, em janeiro de 1999, revelou que, no início, era atleta do Fluminense em saltos ornamentais e ginástica de solo. Seu primeiro contato com a dança ocorreu quando ele tinha entre 14 e 15 anos: Bertha Rosanova foi contratada por seis meses para dar aulas de ballet para o grupo. Porém, Flávio só voltou a dançar novamente aos 18 anos, quando começou no jazz. Ao mesmo tempo, ele entrava para a Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Nesta mesma época, Flávio cantava e tocava violão, chegando a competir em vários festivais e até a gravar dois discos com composições próprias. Esse lado “cantor” de Flávio começou na década de 80, quando ele chegou a fazer uma turnê pelo Brasil com Nana Caymmi e Johnny Alf. O sapateador ganhou o primeiro prêmio no Festival Lubrax da Sala Cecília Meirelles como melhor cantor e, ainda, ganhou um espetáculo próprio no Teatro João Caetano. Dessa forma, Flávio Salles fez não só uma grande carreira como sapateador, mas como cantor e compositor também.

Entretanto, Flávio não conseguiu fugir da dança. Sua paixão pelo palco e pela movimentação do jazz o fez voltar a dançar, desta vez na UNIC (Universidade de Cuiabá, no Mato Grosso). Fez aulas de afro com Gilberto Assis, e foi no intervalo de uma dessas aulas que ele assistiu a uma aula de tap por Pat Thibodeaux, professora norte-americana erradicada no Brasil que lecionou para uma grande geração de sapateadores (entre eles, o próprio Flávio). Segundo ele mesmo, aquela aula de sapateado o fez ficar “alucinado”.

Foi assim que Flávio Salles começou a sapatear. Após 6 meses de aula, a UNIC fechou para férias, e ele foi dançar na academia Corpore. Em pouco tempo, a professora Mabel Tude (que esteve recentemente em cartaz com a peça “Na cola do Sapateado”, no Rio de Janeiro) encaminhou o jovem para Tânia Nardini, que ensaiava na CAT (Centro de Artes do Tempo, onde o grupo “Catsapá”, de tap, se reunia). Flávio, que fundou o grupo junto com Valéria Pinho, se empenhou cada vez mais no aprendizado da técnica e logo deu aulas nas academias Corpore e Corpus. Com um prestígio crescente, saiu em uma entrevista para o Segundo Caderno, do Globo, levando-o a ser convidado para trabalhar na Faculdade da Cidade (UniverCidade), em 1986.

Flávio criou todo o programa da disciplina de sapateado da Faculdade, onde lecionou até 1992. Na mesma época, coordenou e deu aulas de sapateado na Academia de Ballet Dalal Achcar. Ainda, ministrou vários cursos de Tap ao longo de toda sua carreira, como o Cuballet realizado em Niterói (RJ), em 1992; trabalhou em várias edições do Tap in Rio, famoso evento de sapateado realizado anualmente no Rio de Janeiro; lecionou na 1ª e 2ª Semanas do Sapateado, na cidade de Uberlândia, MG; coreografou para a televisão, entre outros grandes eventos que contaram com sua participação.

O estudo de aprofundamento na arte do sapateado que Flávio teve que realizar para a criação de um programa de ensino superior com aprovação do MEC inspirou-o a escrever um livro só sobre o tap, em parceria com Amália Machado. O livro, que levou cinco anos para ser concluído, possui como ele afirmou na entrevista ao site, “fotos, nomenclatura, parte musical e programa de aula”. Com o nome de “Tap- A Arte do Sapateado”, foi lançado em 2003 e é o único em português sobre o tema.

Entre todas as realizações de Flávio Salles, uma das mais relevantes foi a criação, em Ipanema, da “Academia do Tap”. Em 1991, Dalal Achcar cedeu um espaço que possuía no shopping Fashion Mall, no Rio, ao sapateador, que fundou o Flávio Salles Tap Center. Segundo as palavras de Flávio, em um mês o espaço contava com mais de cem alunos. Porém, no final do mesmo ano o contrato de Dalal venceu, e Flávio, mais uma vez com a ajuda dela, abriu a primeira escola de sapateado do Rio de Janeiro, a “Academia”. Foi no ano de 1992 que o sapateador largou o ensino universitário para se dedicar exclusivamente à sua própria escola. A “Academia” conta com mais de 15 turmas, desde o baby-class até o mais avançado.

Ele também esteve presente em várias edições do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. Suas participações alternaram entre júri, competir com grupos de sua escola (ganhando o prêmio de primeiro lugar na categoria Avançado, em 2004) e ministrar aulas nos cursos de sapateado do Festival.

A esse currículo vasto se somou a remontagem da parte coreográfica de sapateado do musical Gypsy, de Charles Muller e Cláudio Botelho, em 2010, o que lhe rendeu uma indicação para o prêmio Shell.

Condensar toda uma vida em poucas linhas não é tarefa fácil, ainda mais quando se trata de Flávio Salles, que foi “sapateador, professor, coreógrafo, cantor e compositor, cursou faculdade de belas artes, escreveu um livro, artigos para jornais e fez direção de shows”. É assim que o site da Academia do Tap descreve o rapaz. Difícil dizer o quê ele não fazia. Mas é simples encontrar algo que ele não deveria ter feito: partir tão cedo.

Cia Hibrida

julho 14, 2011

por Mariana Faria

Sempre em busca da inovação e da versatilidade a Cia. Híbrida chega a seu quarto ano com grande progresso. A companhia pode ser descrita como uma possibilidade de encontro entre diversas linguagens da arte. Através da mistura da dança de rua com o contemporâneo e ainda um toque da magia teatral, eles criam um diferencial que tem obtido uma boa aceitação do público. Hoje é formada por treze integrantes e visa a atender tanto o público infantil quanto o adulto.

Eles eram apenas um grupo com muita vontade de dançar que faziam aulas na ONG GEFEP através do projeto social Arte melhor remédio. Porém a vontade de crescer e a busca pelo aprimoramento das técnicas aumentavam a cada dia, foi quando em 2007 o bailarino e coreógrafo Renato Cruz teve a iniciativa de formar a Cia. visando à profissionalização dos até então amadores da dança.

A primeira oportunidade para colocarem o que sabiam em pratica surgiu com a ajuda da médica Isabel Nunes. A ideia era levar alegria através da dança e do teatro para as crianças doentes nos hospitais. A partir daí a Cia. se desenvolveu e baseados nesse projeto criaram seu primeiro espetáculo, Contos de Era Uma Vez. A inquietação dos participantes não parou e novas coreografias foram criadas mesclando os estilos de dança e desconstruindo os signos do hip hop, entre elas moto sensível e estéreos tipos.

foto por Rodrigo Buas

A companhia durante seus anos de existência já se apresentaram em diferentes lugares pelo rio de janeiro. E ainda promove de seis em seis meses o projeto arena híbrida, que tem como objetivo promover uma parceria entre os praticantes da dança de rua e contemporânea para a troca de experiências. O evento acontece no teatro Cacilda Becker e conta com oficinas de hip hop, batalhas de breaking, mesa redonda com importantes nomes da dança, além de apresentações de Cias. do Rio de Janeiro. Recentemente ele  completou sua sétima edição com grande sucesso.

É com determinação e com a vontade de se superarem que a Cia. Híbrida caminha a cada dia para um melhor resultado. Ainda lutam por um patrocínio, mas já foram agraciados com o Prêmio Funarte, que lhes permitiram o uso de espaços cênicos para a realização de temporadas. A Cia. Serve de exemplo para muitos projetos sociais realizados em comunidades. Uma ideia que deu certo e tende a evoluir cada vez mais.

Quer saber mais? Visite o site : http://www.ciahibrida.com.br

 

Sapatilha de meia ponta

julho 14, 2011

por José Luiz Bastos Melo

Em artigos para revistas e jornais é comum escolher um tema de grande interesse, ou que todos tenham muitas duvidas, e aparentemente não há duvidas sobre sapatilha de meia ponta. Porém, é grande o número de pessoas que desconhecem como comprá-las, portanto vou colocar um breve guia para a sua escolha.

Com a rápida evolução dos materiais de fabricação, como o tecido, couro e técnica de corte e costura industrial, as sapatilhas de meia ponta vem sofrendo rápida evolução principalmente na modelagem, ou seja, na forma como o tecido é cortado e costurado de modo a dar a usabilidade desejada.  Hoje temos tecidos mais finos, porém mais resistentes ao atrito, assim como linhas que não estragam o tecido, e tudo isto interfere no resultado final da sapatilha.

Hoje temos sapatilha de modelagem específica para as características dos pés das crianças, que são as sapatilhas iniciantes.

Com relação a sola  temos sapatilhas de sola inteira e sola dividida (Split sole), a diferença básica entre elas  está  em como elas aderem ao arco longitudinal do pé quando este é esticado, as de sola dividida por aderirem ao arco longitudinal da sola do pé, valorizam mais o peito de pé, o que pode ser mais acentuado quando o meio da sapatilha é de Stretch , um tecido elástico e muito resistente  . Estas mesmas sapatilhas de Split Sole, também podem ser fabricadas com um pequeno amortecedor na sola na altura do calcanhar, o que minimiza o impacto dos saltos. Ainda falando sobre a sola, as sapatilhas profissionais podem ter sua sola pintada na cor do tecido, dando um efeito estético muito bom quando no palco, principalmente as sapatilhas pretas.

Quanto ao material em que é feito o corpo da sapatilha, temos basicamente dois tipos: lona e couro. Além do gosto pessoal a diferença fica com relação à aderência, onde as de lona tem uma melhor aderência aos pisos de linóleo e as de couro  aos pisos de madeira.

Quanto a modelagem citado acima , temos modelos femininos e modelos masculinos. Os modelos masculinos têm como principal diferença a forma mais larga na região do metatarso, além de possuir uma numeração mais alta  por conta dos homens terem pés maiores. Esta diferença de largura permite que mulheres com pés mais largo do que o normal usem o modelo masculino que não aperta tanto nas laterais.

Portanto podemos ver que não existe um único modelo de sapatilha de meia ponta , mas vários.

Com relação a escolha do número da sapatilha, vale lembrar de uma peculiaridade do pé; quando estamos com o pé todo apoiado no chão, ele tem uma medida, mas ao esticarmos o pé, ele diminui em média 2 números, logo, devemos escolher a numeração com o pé todo apoiado no chão e nunca com o pé esticado, porque senão favoreceremos  o aparecimento dos dedos em garra,  que por sua vez, limita o desenvolvimento do peito de pé ideal ao Ballet. Então, ao experimentar sua nova sapatilha, observe se seus dedos do pé estão esticados e não dobrados dentro da sapatilha. Lembrem-se, dedos em garra (encolhidos) dentro da sapatilha pode induzir a tendinites.

Um fato também muito importante,  é sobre o calcanhar, algumas pessoas desenvolvem grandes calos ou bolhas na região posterior do calcanhar. Isto acontece por apertar muito o elástico da sapatilha ou por ser um número pequeno para o pé, que irá gerar atrito nesta região e para resolver este problema, é só escolher o tamanho como descrito acima.

Espero que estas dicas ajudem na próxima compra.

José Luiz Bastos Melo

por Luís Florião

Comemoramos o Bicentenário da Dança no Brasil. Para comemorar, programamos diversos eventos, lançamento de livro, homenagens…

Segue a programação e um resumo da pesquisa sobre as danças sociais que posteriormente disponibilizaremos para vocês, caros leitores interessados nessa arte maravilhosa.

– Exposição 200 Anos da Dança de Salão no Brasil – 4 a 29 de julho –  das 10 às 19h – Centro de Artes Calouste Gulbenkian – Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze – Entrada franca – (21) 2535-2377 / 9502-6073

– Baile do Bicentenário da Dança de Salão 1 – 16 de julho – sábado – 14 h – Helênico Club – R$ 30,00 – (21) 7897-7969  /  2574-9075

– Baile do Bicentenário da Dança de Salão 2 – 24 de julho – domingo – 18 h – Academia de Dança Luís Florião – R$ 12,00 (promocional antecipado R$ 8,00) – (21) 84770200/  3244-3244

– Excursão da Academia Luís Florião – 200 Anos da Dança no Brasil – 28 a 31 de julho – Viagem para o evento Baila Costão, no Costão do Santinho – Florianópolis – Aulas manhã e tarde – noites bailes e apresentações – (21) 84770200 / 3244-3244

– Mostra Andanças e o Bicentenário da Dança no Brasil – 13 de agosto – sábado – das 18 às 19:30h – Forte de Copacabana – Mostra de dança, lançamento de livro e publicações e homenagens – Entrada franca – (21) 84770200 /  3244-3244.

– Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro – Bicentenário da Dança no Brasil – 20 a 26 de novembro – domingo à sábado – Dezenas de eventos por todo o estado – (21) 84770200 /  3244-3244

Danças Européias

“A dança de salão, como conhecemos agora, nasceu com os primeiros mestres de dança da renascença, que arranjavam o entretenimento para os duques e príncipes.” (Dalal Achcar)

A época de D. João VI

Com a chegada da Família Real e a transformação do Rio de Janeiro em sede do Reino Unido (Brasil, Portugal e Algarves), a cidade passou por grandes modificações. O período de permanência da corte no Brasil (1808-1821) foi um momento de grande expansão no interesse e na oferta em cultura.

Mary Del Fiore confirma: “A vinda da família real em 1808 introduzia hábitos sociais que foram se multiplicando entre as várias camadas sociais. Recepções, casamentos, balizamentos, cortejos, jogos, óperas, enfim o luzir dos fidalgos, davam modelos e incitavam imitações. Importavam-se também professores de dança e canto, capazes a ensiná-las a animar bailes e saraus da cidade”

200 Anos da Primeira Aula de Dança no Brasil

São diversos os relatos sobre a importância da dança social no período e sobre os mestres de dança, que foram importados para dar conta da demanda. Professores como Luiz Lacombe, que chegou em 1811, e colocou nesse mesmo ano, na Gazeta do Rio de Janeiro em 13 de julho, a referência* mais antiga sobre aulas de danças sociais no Brasil que encontrei até o momento.

“Divulguei diversas vezes para os profissionais da dança sobre os 200 anos de aulas de dança de salão no Brasil, sendo que a que causou mais impacto foi em audiência pública na ALERJ em 01/12/09. Em seguida, com a ajuda de Antônio Aragão do Jornal “Falando de Dança” que buscou na Biblioteca Nacional a propaganda que citei, comprovamos irrefutavelmente o fato. Esse documento foi importantíssimo no processo de transformação do ritual da dança de salão como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro e na promulgação da Lei que criou a Semana da Dança de Salão do Rio e Janeiro.”

O sucesso foi tanto que, em seguida, Lacombe trouxe seus três irmãos para auxiliar nas aulas. Wanderley Pinho ressalta essa importância: “As danças se aperfeiçoavam com mestres entendidos. Luiz Lacombe não tinha mãos a medir e multiplicavam-se salões e saraus onde suas discípulas exibiam passes e passos de bem aprendidas graças coreográficas.” E “Os cabeleireiros e os mestres de danças” (referem Ferdinand Denis e Hipólito Taunay) gozavam de grande prestígio e maiores proveitos. Enquanto o danseur se buscava em uma carruagem luxuosamente atrelada e se remunerava bem, o professor de línguas tinha que marchar a pé daqui ali para lições pagas com usura.”.

Concluo, citando a historiadora, dançarina, pesquisadora de dança de salão e antropóloga Jussara Vieira Gomes: “Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os cariocas, tornando-se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado poeta Olavo Bilac comentar, num artigo de 1906, para a revista Kosmos: “…no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando.”

Luís Florião

Academia de Dança Luís Florião – Rua Carmela Dutra, 82 Tijuca – 32443244 – www.dancecom.com.br – almad@dancecom.com.br

Especialista nas principais danças de par brasileiras: samba, forró e as lambadas (de Porto Seguro e a do Rio de Janeiro – também chamada de zouk brasileiro), professor e pesquisador.

DEPOIS DA FOLIA ……..

julho 14, 2011

por Carla Martins

O carnaval passou, a vida segue,  bailarinos e bailarinas continuam comendo breu.  Quem disse que nada acontece no Rio de Janeiro no meio da dança, está enganado. Vários espetáculos estão em cartaz onde muitos profissionais, novatos e veteranos ocupam o mesmo palco.  E neste início de Abril foi aberta uma  grande  oportunidade em uma emissora  de TV, que eu não posso dizer o nome nesta matéria.  Mas enfim, era grande por causa da emissora e pela  quantidade de bailarinos envolvidos. Foram 150 vagas disputadas por cerca de 400 pessoas. Audições para jazz, street dance e sapateado.  Por outro lado, quero destacar parte dos atores envolvidos na cena da novela, o pessoal acostumado a só memorizar  texto, teve que colocar o corpitcho para balançar. A D O R O …  3 casais de atores, dentre eles os protagonistas da  trama, entraram em cena dançando. E para tal gastaram muito tempo ensaiando  para aprender a coreografia  elaborada, além de muito suor para vencer as dificuldades. Alguns desses atores  foram admitidos com a qualidade acumulada de ser ator e bailarino, devidamente registrado em seu sindicato profissional. Mas haviam aqueles que não tinham nenhum conhecimento de dança e tiveram que aprender  alguns passos.  Se esforçaram, ensaiaram muito e conseguiram  um ótimo resultado.

Ressalto que esse tipo de trabalho exige uma grande paciência no que diz respeito ao ambiente da gravação em si. Gravar uma cena exige  certa paciência para nós bailarinos. Este processo   envolve  repetições diversas variando câmeras, ângulos, luz e acerto dos atores.  Muitas  vezes uma simples cena pode levar horas. Quero avisar aos amigos que isto é perfeitamente normal, essa “ magia da TV” não acontece por acaso, nós que  dançamos, perdemos horas para conseguir um movimento bem feito, assim como eles para ter um take  perfeito .  Portanto caso venham a participar de alguma gravação, é bom saber que lá vocês podem ter que ficar muito tempo à disposição da direção,é cansativo e o resultado final nem sempre é o esperado pra nós,mas vale muito a pena  ,pela experiência adquirida ,conhecimento e glamour…além disso ninguém trabalhou de graça ,todos receberam  pelo dia da gravação e pelos ensaios .

Torço  para  que a cena seja  um sucesso, que a direção e produção gostem do fato de haver um corpo de baile enriquecendo  a tela. Gosto sempre de destacar as conquistas e a evolução do meio da dança. Estabelecer  no mercado de trabalho que ser bailarino é uma profissão normal. Talvez não convencional, mas normal.

Ah ! a novela estréia dia 03 de maio e meus companheiros de trabalho aparecem no primeiro capítulo .Quer saber qual é a emissora ,a hora e a novela ??? Corre atrás ,vai descobrir ,pois eu não dou o peixe ,apenas dou dicas pra você pescar. Quem sabe na próxima gravação temos um bailarino a mais …. VOCÊ !!!!

BEIJO < TCHAU

 

CARLA MARTINS

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