Yuri Kraszczuk

Caros Amigos,

É sempre muito bom poder lhes escrever.

Como sempre, gostaria de agradecer à todos que enviaram e-mails e mensagens através de nosso blog e nos enviaram sugestões, é muito bom saber que vocês estão acompanhando nosso trabalho.

Lembramos a todos sobre a mudança do nome para Dance Klass News. Esta mudança se fez necessária devido a um reposicionamento do jornal no mercado.

A página Dance Klass KIDS foi muito bem aceita, recebemos vários e-mails nos parabenizando pela iniciativa.

Desta vez não vou descrever o conteúdo do jornal, vou falar de um assunto mais sério, um assunto que chocou um país inteiro, provocada por uma pessoa que segundo reportagens sofreu bullying.

Para quem ainda não sabe, bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por uma ou mais pessoas  contra um ou mais colegas. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

Segundo especialistas, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

Com uma experiência de 19 anos no mercado de dança, já vi professores transformarem alunos com físicos completamente inadequado para dança em bons bailarinos, assim como vi professores fazerem meninas que nasceram para dançar terem completa aversão à ela . Mérito para aqueles que tiveram um resultado positivo e para aqueles que não, prestem atenção em como falam com as crianças e adolescentes em sala de aula, existem muitas formas de chamar a atenção sem ser humilhando seus alunos ou os diminuindo.

Cabe a nós que temos filhos prestarmos atenção e ficarmos alertas com os sinais que eles dão em casa, a dança tem que ser prazerosa, a academia tem que ser um lugar de alegria.

De atenção a seus filhos, e não deixe os outras pessoas diminuírem o bem mais precioso que Deus nos deu nossos filhos.

Espero que gostem das matérias e se quiserem obter mais detalhes sobre elas, ou até mesmo sugerir algum outro assunto, envie um e-mail para nosso endereço, kercheekerchenews@gmail.com, não se esqueçam de enviar também os desenhos de seus filhos, ele pode sair na próxima edição. A resposta para o jogo dos sete erros , assim como o jornal, estão disponíveis em nosso blog https://kercheekerchenews.wordpress.com

Boa Leitura e até o próximo.

Yuri Kraszczuk

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Foto por Rodrigo Buas

Para ser boa bailarina, não basta ser excelente profissional. Tem que ser boa pessoa também. Conversamos com Mayara Magri, aluna revelação da Escola de Dança Petite Danse, e conferimos toda a simpatia de uma pequena mulher, mas grande bailarina. Leia a entrevista na íntegra e descubra o porquê de Mayara ter ganhado o mundo. Ou o mundo ter ganhado Mayara.

DK: Como é que você começou a dançar?

MM: Comecei a dançar com 8 anos, junto com as minhas irmãs. Entramos para o projeto Social “Dançar a Vida”, da Escola de Dança Petite Danse, e não tinha como minha família custear as mensalidades das três ao mesmo tempo. Entrei para o ballet porque meus pais me colocaram, mas quando comecei a dançar com a companhia da escola e a competir em festivais logo percebi que era aquilo que eu queria. Meu primeiro festival foi o CBDD, fiz um solo clássico, “O Cupido”, e ganhei em terceiro lugar. Lembro que reclamei com a minha mãe, disse a ela que foi muito curtinho, que queria ter dançado mais! E ela me disse pra ter calma que eu ainda iria dançar muito. Desde pequenininha eu já tinha essa vontade de estar mais no palco.

DK: Então você só fez ballet?

MM: No início sim, mas agora estou dançando outros estilos também, por causa da companhia. Estamos fazendo parte de um projeto, o “ Nos Passos da Dança”, e apresentamos no Rio de Janeiro inteiro, em que recebemos uma ajuda de custo mensal, como uma bolsa. O espetáculo conta toda a trajetória da dança, desde as danças de côrte até as danças populares do Brasil, como o samba. Tem jazz, moderno, contemporâneo, tem de tudo no espetáculo.

DK: Tem vários cartazes nas ruas, mas e a programação?

MM: Tá no site do projeto, o www.dancaravida.org.br . Já tem muita apresentação marcada, em Caxias, em Niterói, na Tijuca, no Leblon, e até em estações do Metrô. A entrada é gratuita, é pra todo mundo ir assistir, pra todos terem acesso, e tem sido muito legal, um sucesso.

DK: Falando em sucesso, como foi interpretar o “Cisne Negro”?

MM: Sempre tive muita vontade de fazer esse papel desde muito novinha. Acho que é o sonho de toda bailarina. Sempre pedia isso pra Patrícia Salgado, que é a nossa ensaiadora,e ela me dizia: “Calma, a sua hora vai chegar.”. Acabei dançando outras coisas até o dia em que ela me disse: “Pronto, chegou sua hora, você vai ser o ‘Cisne Negro’.” Eu queria muito, mas fiquei tensa! (risos). Começamos a trabalhar os mínimos detalhes, desde outubro de 2009. Tudo dentro do papel “Cisne Negro” tem um sentido, um por quê. A primeira apresentação foi em uma noite de gala que a Petite realizou no Teatro Odylo Costa Filho, na UERJ. Foi um trabalho muito minucioso, até porque a Patrícia já dançou esse papel e buscamos fazer tudo perfeito. Vi muitos vídeos também, e a remontagem que ela fez favoreceu bastante, além do bailarino que dançou comigo. Desde o início deu tudo muito certo. Calhou de ser na época do filme.Veio na hora certa.

“Acabei dançando outras coisas até o dia em que ela me disse: “Pronto, chegou sua hora, você vai ser o ‘Cisne Negro’.”

DK: E você pirou como a protagonista do filme?

MM: De jeito nenhum, temos que saber separar a nossa vida pessoal do ballet, até porque o ballet é uma representação; temos que sempre fazer com que aquilo seja real, mas não é como no filme, em que ela já tem problemas psicológicos. Ela já é louca, não é por causa do ballet. Isso ficou meio mal explicado no filme. É uma conjuntura de fatores que a fazem ser daquele jeito, como a mãe dela por exemplo.

DK: Sua mãe não é assim não, né?

MM: Claro que não, muito pelo contrário, minha mãe me apóia muito, ela tá sempre me acompanhando. Minha família adora. Quando fui pra Lausanne (Mayara participou do Prix, uma competição internacional para bailarinos de 15 a 18 anos na Suíça), a produção do evento acompanhou a trajetória de alguns candidatos. Escolheram de modo aleatório, e me filmaram desde os ensaios até o camarim, na preparação para o palco. Foi a primeira vez em que a minha mãe me viu nesses momentos de bastidores, me arrumando para entrar em cena, porque ela sempre ficou na platéia, sempre do outro lado. Ela nunca viveu isso até ver o vídeo, que estava no blog da competição. Fizeram transmissão ao vivo das apresentações, e aí estourou; meu Facebook tava bombando quando cheguei de viagem. Eram mil mensagens de carinho, motivação, de gente que nem conheço que me viu dançando outras vezes e me parabenizou por eu ter melhorado muito.

DK: Isso foi notável, principalmente na sua apresentação no Festival de Joinville. As pessoas comentavam sobre você com a maior euforia!

MM: Dancei no Festival e as pessoas me paravam, me pediam para tirar fotos, dar autógrafos. Isso não é muito normal, só tenho 16 anos  (risos)! Foi a primeira vez em que dei autógrafo, não tinha idéia de como fazer isso. Aconteceu quando entrei de penetra com a Patrícia numa das noites de apresentação do Festival e o segurança da platéia veio até mim. Na mesma hora pensei: “Meu Deus, ele vai tirar a gente daqui!”. Ele me perguntou: “Você é a Mayara Magri?”. Respondi que sim. Então ele me disse que tinha umas meninas querendo tirar fotos comigo. Perguntei pra Patrícia: “Como que faz isso?”! Nunca tinha dado autógrafo na vida! Depois de Joinville foi muito diferente; as pessoas realmente acompanham meu trabalho, é muito gratificante.

DK: A Mayara tem tempo de estudar e de dançar; mas ela tem tempo de ficar com os amigos e namorar? E a competição, a inveja; rola muito?

MM: Claro, meus melhores amigos estão aqui na Escola de Dança, na verdade. Quando estou fora daqui (Petite Danse), cuido de mim; fico com minha família, com meus amigos, passeio, adoro ir à praia. Me protejo bastante, sou muito católica, gosto muito de cuidar do meu lado espiritual. É importante desligar um pouco do ballet para se manter bem. Mas quando entro na escola de dança, fico totalmente focada. O dia em que meu foco estiver no lugar errado, quero que venham me falar, pelo amor de Deus (risos)! Geralmente passo mais tempo aqui do que em casa. Agora estou fazendo curso de inglês também, porque vou viajar pra Londres em Setembro (Mayara foi admitida no Royal Ballet School, na Inglaterra).

DK: Como foi a primeira vez que você foi dançar ballet no exterior?

MM: Aos 14 anos fui fazer um curso de 3 semanas e participar de um concurso no Ballet Nacional de Cuba. Foi um workshop, foi maravilhoso. Apesar de a técnica ser outra, é um estilo muito bom, aprendi muito, senti uma grande diferença no meu corpo. Recomendo pra todos. No mesmo ano fui pra Nova Iorque; fiquei entre as “Top 12” da minha categoria. E fui pra Córdoba, na Argentina, pra disputar a vaga de Lausanne, uma viagem com tudo pago. Ganhei como melhor bailarina em Joinville e com o prêmio veio a oportunidade de ir à Córdoba. Essas viagens foram custeadas também pelo patrocínio que tenho desde 2009 com uma empresa dirigida por um grupo de mulheres, mas vem ficando mais difícil pra elas bancarem grande parte dos gastos, já que antes as viagens eram só nacionais, e agora são voos para o exterior. Não tem como minha família bancar tudo, até porque minha irmã mais nova faz ballet também. E ela vai pro Stuttgart Ballet, na Alemanha! Nós duas vamos sair de casa, minha mãe vai ficar só com uma filha, ela vai ficar louca! (risos)

DK: Como foi essa escolha pelo Royal?

MM: Quando fui pra Lausanne pude escolher uma das escolas parceiras da competição para me candidatar à aluna. Eu já queria o Royal antes, é uma escola muito conceituada, tem um nome de peso. Assim que  mandei o email para a diretora da escola, a Gailene Stock respondeu na mesma hora! Parece até que ela estava em frente ao computador esperando meu email! Ela me mandou a proposta oferecendo tudo pago, alimentação, hospedagem, custos com roupas, sapatilhas, essas coisas. Era o que eu precisava, uma bolsa para o Royal. Foi um alívio, não só pelo que é a escola mas por tudo que eles irão me oferecer. Vou cursar o último ano de formação no ballet. Já vou entrar como aprendiz da companhia. Vou ver como ficará meu tempo para terminar a escola formal lá, farei de tudo para conciliar os dois.

DK: Agora que você foi chamada para o Royal, o que você vai fazer? Vai ficar por lá para sempre, vai só fazer esse um ano de curso e vai voltar…?

MM: Não sei bem ainda o que eu farei depois, até porque nunca fiquei tanto tempo fora de casa, vou fazer a experiência e ver o que acontece, como será a adaptação e tudo. Sei que vai ser difícil; minha família é muito unida. Mas quero fazer uma coisa de cada vez. Esse tempo no Royal será maravilhoso, até porque é uma escola de referência; sem emprego, ao menos, sei que não vou ficar!

DK: Como fica a sua cabeça com tudo isso que vem acontecendo? Agora que você explodiu em Joinville, Lausanne, Nova Iorque e foi admitida no Royal?

MM: Tá tudo no lugar! (risos). Procuro manter a humildade sempre; porque se deu certo assim até hoje, é esse o meio para acertar. Não vou mudar o meu jeito de pensar. Por mais que eu seja uma grande bailarina de uma grande companhia; estarei sempre aprendendo coisas novas. O ballet é o que quero pra minha vida. O que eu puder fazer para me aprimorar, farei; cursos, workshops, o que for preciso. Não dá pra dançar ballet para sempre, então tenho que pensar no futuro; quem sabe ser professora, sei lá. O que eu puder agarrar de bom, vou agarrar.

DK: Qual recado você deixa pras meninas que como você querem fazer ballet pra vida inteira?

MM: Primeiro de tudo, tem que ter foco. Pra ser bailarina tem que ser de tudo um pouco, tem que ser completa; tem que ter disciplina com horários, buscar ao máximo fazer aulas, trabalhar as suas dificuldades em sala, a constância de um desenvolvimento de aprendizado dentro do ballet, pra quando chegar no palco fazer bonito. Manter uma boa desenvoltura nas aulas para garantir uma boa técnica. Dar sempre um passo à frente a cada dia. Fazer sempre um pouco a mais. Buscar melhorar. Foi o que ocorreu comigo; um ensaio atrás do outro, uma preocupação com os detalhes, tudo bem à risca. Alimentar-se bem é muito importante. Ter uma boa alimentação é indispensável para manter a musculatura forte e a boa saúde. O foco é importante para que dê certo. Só dá certo no palco, na vida, se você faz tudo certo. Tento fazer dar certo. Até agora deu, né!

A primeira coisa que o leigo em dança pensa sobre o piso de dança, é que ele não pode escorregar,  isto se não for um praticante de dança de salão, pois nesta modalidade, o piso não deve agarrar nos sapatos, evitando o deslizamento dos casais sobre o piso. Para muitos o requisito básico na sala de dança, é o espelho, o que para o mim, é o de menor importância.

A primeira coisa, a saber, sobre o piso da sala de dança, é de que não existe um piso ideal para todas as modalidades da dança, estilos como sapateado e Ballet Clássico, necessitam de piso específico, pois cada um interage com os bailarinos de forma única. Portanto, o primeiro item a ser observado em sua sala de dança, é se ela possui o piso adequado ao estilo da dança, cada estilo pede um tipo de piso que terá grande influência no desempenho dos bailarinos assim como na prevenção de lesões.

Vamos falar neste artigo, basicamente sobre o piso para aulas de Ballet Clássico. Este piso é construído a partir de uma treliça de madeira apoiada sobre coxins de borracha, a treliça é coberta com placas de compensado, que por sua vez são cobertas com linóleo . A modalidade da dança, número de praticantes e base em que se apóia esta estrutura, será determinante na espessura da madeira da treliça e do compensado, pois resultara em maior ou menor flexibilidade do piso. Quanto a flexibilidade, ele não deve ser macio demais, pois muita maciez induz a um trabalho muscular aumentado, assim como pouca maciez, no caso duro, leva a ondas de choque por todo o corpo, que com a repetição pode provocar micro lesões nas articulações, que leva a um  efeito degenerativo das cartilagens,  seus sintomas se manifestam  com  dores articulares geralmente depois de alguns anos. Portanto, o piso para Ballet deve ser uma combinação perfeita de flexibilidade, para devolver a energia absorvida  da queda e devolver ao corpo do bailarino facilitando o salto. Vale lembrar que em quase todos os esportes que possuem grande quantidade de saltos, há sempre uma preocupação com a absorção do impacto, daí os inúmeros tênis sofisticados para cumprir esta função, e como na Dança Clássica não se usa tênis, mas uma sapatilha construída de lona e\ou couro praticamente sem nenhum recurso de amortecimento eficiente, a necessidade do piso adequado é de extrema importância na prevenção de lesões.

Outro piso que é de suma importância, é o piso para o sapateado, pois fazer uma aula de sapateado em piso para Ballet, é estragar o piso e a aula de sapateado. O Sapateado pede um piso em madeira, esta mais dura que a usada no Ballet e em formato tábua corrida, que deve ser colocada também sobre uma base de treliça de madeira que não devem levar espuma ou outros materiais isolantes, porém neste caso, as madeiras são mais grossas e menos flexíveis, e devem principalmente produzir um som agradável ao toque com o sapato de sapateado para propagar o som. Aulas de Sapateado em pisos inadequados, induz o Sapateador ao maior esforço muscular, gera maior impacto sobre os joelhos e não fornece a estabilidade necessária a execução dos passos.

Portanto, observe sempre o piso em que você pratica sua dança, ele é mais importante do que possa parecer.

José Luiz

Coluna do Florião

maio 12, 2011

NO RITMO

A estabilização econômica do fim do século passado permitiu que o Brasil fosse preservado das crises internacionais desse início de década. Apesar de bem menor do que deveria, pois falta infra-estrutura, nosso país vive uma fase de crescimento.

Desde o início da década de 1990, muito antes desses mínimos índices de crescimento, um segmento artístico já conseguia acelerar e se mover no seu próprio ritmo – A dança de salão. Revivida e renovada, com forte adesão do segmento jovem da sociedade, cresce e mostra-se como importante opção de lazer e de trabalho.

Estamos comemorando esse ano os 200 anos de aulas de dança de salão no Brasil, contados a partir da primeira propaganda colocada em jornal em 1811 e a cada dia, profissionais e adeptos se encarregam de derrubar antigos estereótipos.

Esta arte é querida pela terceira idade, sim, por ser fonte de prazer, de baixo custo e por seu caráter integrador. Mas não é ultrapassada ou fora de moda. E os jovens descobriram isso na época da moda da lambada e mais recentemente dos bailes de forró, da nova lambada ao som de zouks, de samba e de salsa, onde canalizam energias para a diversão saudável, usando a linguagem corporal para dizer a que vieram.

O profissional de dança, antes visto apenas como um “pé de valsa” que sabia alguns passos, profissionaliza-se, exige-se e cobra respeito da sociedade. Mostra que é preciso estudo, dedicação e muita técnica para ensinar, apresentar-se, coreografar.

E tudo isso tem como resultado a expansão do mercado de dança. Cresce o número de escolas e academias, formam-se cada dia mais professores e dançarinos, e a procura por bailes dançantes é cada dia maior.

Iniciativas associativas com objetivo de dar maior visibilidade ao setor, obter patrocínio e espaço na mídia têm sido uma constante. Registra-se a formação de associações estaduais e a Associação Nacional de Dança de Salão – Andanças. Importante ainda falar do projeto Brasil a Dois, que uniu a classe em um movimento de forte divulgação da dança de salão; do Br Danças – Congresso Internacional de Danças Brasileiras no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, com apoio da Prefeitura do Rio, por intermédio da Secretaria das Culturas.

Conquistamos ainda para a dança social a Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro; o reconhecimento da nossa arte como patrimônio imaterial do nosso estado e, entre muitas outras vitórias, que um membro da dança de salão, pela primeira vez tenha sido eleito como delegado setorial para representar a dança no Congresso Nacional de Cultura.

O sucesso da dança de salão pode ser atribuído ao esforço dos empresários e profissionais da área que têm mostrado grande empenho em superar-se e adequar-se às demandas de mercado, abrindo novas frentes de atuação, levando a dança para os palcos, avenidas e grandes eventos.

Deve-se ainda a uma equação brilhante: a dança de salão é basicamente a única arte que conjuga atividade física, lazer, contato social e benefícios psicológicos com preço muito acessível, de fácil aprendizado, sem exigir espaços ou equipamentos sofisticados, indicada para todas as idades e aceita em todos os extratos sociais.

Luís Florião – www.dancecom.com.br – Academia de Dança Luís Florião – 55 21 3244 3244

Companhia acrobática de dança volta ao país para estréia de turne.

por Roberta Camargo

O Kataklò Athletic Dance Theatre volta ao Brasil nesse mês de maio para a estréia de uma nova turnê, “Light”. Pela segunda vez consecutiva, o grupo vem ao país para realizar apresentações por doze cidades diferentes. Em 2010, o espetáculo “Play” lotou a casa de espetáculos Vivo Rio, no Rio de Janeiro. A projeção deste ano é a mesma, sendo que o palco será o Theatro Municipal.

Criado em 1995 por Giulia Staccioli, ginasta olímpica e ex-integrante do Momix, e seu marido, Andréa Zorbi, jogador de vôlei campeão mundial, Kataklò significa, em grego, “eu danço dobrando-me e contorcendo-me”. Junto a 8 bailarinos-atletas, o casal estreou em Milão, na Itália, com o espetáculo “Indiscipline”, sucesso de crítica e público. Já no ano seguinte, o Kataklò Athletic Dance Theatre foi convidado a dançar na abertura dos jogos olímpicos de Sydney, Austrália.

Em 1998, a Cia estreou o espetáculo “Kataklopolis”, que ficou em turnê mundial por três anos. “Line Up – Energie Verticale” estreou em 2002 e com “Katacandy”, em 2003, o grupo inaugurou seu próprio teatro, o Spazio Studio K. No mesmo ano, eles participaram da comemoração do World Yout Day, na Praça de São Pedro, junto a milhares de pessoas e ao Papa João Paulo II. Em 2006, o Kataklò novamente participou da abertura de uma grande competição, os Jogos Olímpicos de Inverno em Turin, entre outras apresentações em eventos e grandes festividades.

“...o Kataklò Athletic Dance Theatre foi convidado a dançar na abertura dos jogos olímpicos de Sydney, Austrália.”

Atualmente, Kataklò tem 15 membros fixos que se dividem em turnês pelo mundo e apresentações na Itália. A rotina dos membros da Cia conta com 10 horas de ensaio por dia.

Já quanto as apresentações no Brasil, a Cia veio no ano de 2004 com “Fair Play”. Em 2005 eles trouxeram “Livingston” e em 2008 apresentaram “Play” pela primeira vez por aqui. O penúltimo espetáculo do Kataklò Athletic Dance Theatre, “Love Machines”, está em turnê pela Europa.

No caso de “Lights”, que terá sua estréia mundial no Brasil, a proposta é conduzir o público em um caminho ascendente por meio de sequências de quadros coreográficos, permeados pelas destrezas acrobáticas e proezas atléticas tão características do grupo. A personagem principal do espetáculo é a Luz, como o próprio nome diz, e a leveza e a sinuosidade da luz são as promessas da Cia na movimentação dos bailarinos-atletas. Com duração de 75 minutos em um ato único, o grupo promete agilidade, ausência de peso, frivolidade e liberdade nas coreografias, somadas a um aparato extenso de cenografia e figurinos especialmente criados para a turnê.

De acordo com toda a preparação física e os espetáculos anteriores do Kataklò Athletic Dance Theatre, “Lights” parece ser uma ótima opção para os amantes de apresentações performáticas que mesclam acrobacia e dança, como os fãs de Momix, por exemplo. O grupo se apresenta no Rio de Janeiro nos dias 7 e 8 de maio, às 21h e 17h respectivamente. Logo após o fim-de-semana, a Cia segue para Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Mais informações sobre o grupo podem ser encontradas no site da Cia, www.kataklo.com . Os ingressos para apresentações no Rio de Janeiro são vendidos pela Dell’Arte Soluções Culturais, pelos telefones (21) 3235-8545 ou (21) 2568-8742.

“Atualmente, Kataklò tem 15 membros fixos que se dividem em turnês pelo mundo e apresentações na Itália.“

Ficha técnica

Um espetáculo de Giulia Staccioli
Coreografia de Giulia Staccioli e Jessica Gandini
Apresentando: Maria Agatiello, Elisa Bazzocchi, Eleonora Di Vita, Leonardo Fumarola, Serena Rampon, Marco Ticli, Marco Zanotti, Riccardo Calia
Músicas de vários autores
Iluminação: Andrea Mostachetti
Direção de produção: Daniela Bogo
Coordenação: Emanuela Frassinella

Censura: Livre

A Dança na passarela

maio 12, 2011

por Mariana Farias

Grifes famosas se inspiram no universo da dança para criar suas coleções. E o resultado disso tem sido bastante satisfatório e aceito pelo mercado consumidor. Sapatos tentam se aproximar da sapatilha de ponta da bailarina, deixando o look moderno, porém com um toque refinado.

Não é de hoje que o balé tem sido alvo de inspiração para os estilistas. Em 2009 bailarinas subiram na passarela entre modelos pra mostrar as produções de Samuel Cirnansck no São Paulo Fashion Week . Mas com a produção do filme Cisne Negro foi intensificada a atmosfera delicada do balé, colocando-o mais uma vez no mundo da moda. Inclusive a grife internacional Rodarte foi quem criou os figurinos para o filme.

A ideia começou com estilistas internacionais, mas rapidamente chegou ao Brasil. A marca Maria Bonita Extra trouxe para o inverno 2011 uma bailarina moderna. Onde muitas roupas de ensaio e aquecimento são os pontos que caracterizam a coleção. A Adidas lançou uma linha toda dedicada a dança, já a Colcci combinou o uso do collant com peças rendadas.

A dança está valorizada no mercado da moda. Polainas, sapatilhas, rendas, tules e moletons virão forte nesta estação. Além do uso do coque como penteado, que está sendo bastante utilizado inclusive em eventos importantes. E você, não vai ficar de fora né!?