Sapatilha de meia ponta

julho 14, 2011

por José Luiz Bastos Melo

Em artigos para revistas e jornais é comum escolher um tema de grande interesse, ou que todos tenham muitas duvidas, e aparentemente não há duvidas sobre sapatilha de meia ponta. Porém, é grande o número de pessoas que desconhecem como comprá-las, portanto vou colocar um breve guia para a sua escolha.

Com a rápida evolução dos materiais de fabricação, como o tecido, couro e técnica de corte e costura industrial, as sapatilhas de meia ponta vem sofrendo rápida evolução principalmente na modelagem, ou seja, na forma como o tecido é cortado e costurado de modo a dar a usabilidade desejada.  Hoje temos tecidos mais finos, porém mais resistentes ao atrito, assim como linhas que não estragam o tecido, e tudo isto interfere no resultado final da sapatilha.

Hoje temos sapatilha de modelagem específica para as características dos pés das crianças, que são as sapatilhas iniciantes.

Com relação a sola  temos sapatilhas de sola inteira e sola dividida (Split sole), a diferença básica entre elas  está  em como elas aderem ao arco longitudinal do pé quando este é esticado, as de sola dividida por aderirem ao arco longitudinal da sola do pé, valorizam mais o peito de pé, o que pode ser mais acentuado quando o meio da sapatilha é de Stretch , um tecido elástico e muito resistente  . Estas mesmas sapatilhas de Split Sole, também podem ser fabricadas com um pequeno amortecedor na sola na altura do calcanhar, o que minimiza o impacto dos saltos. Ainda falando sobre a sola, as sapatilhas profissionais podem ter sua sola pintada na cor do tecido, dando um efeito estético muito bom quando no palco, principalmente as sapatilhas pretas.

Quanto ao material em que é feito o corpo da sapatilha, temos basicamente dois tipos: lona e couro. Além do gosto pessoal a diferença fica com relação à aderência, onde as de lona tem uma melhor aderência aos pisos de linóleo e as de couro  aos pisos de madeira.

Quanto a modelagem citado acima , temos modelos femininos e modelos masculinos. Os modelos masculinos têm como principal diferença a forma mais larga na região do metatarso, além de possuir uma numeração mais alta  por conta dos homens terem pés maiores. Esta diferença de largura permite que mulheres com pés mais largo do que o normal usem o modelo masculino que não aperta tanto nas laterais.

Portanto podemos ver que não existe um único modelo de sapatilha de meia ponta , mas vários.

Com relação a escolha do número da sapatilha, vale lembrar de uma peculiaridade do pé; quando estamos com o pé todo apoiado no chão, ele tem uma medida, mas ao esticarmos o pé, ele diminui em média 2 números, logo, devemos escolher a numeração com o pé todo apoiado no chão e nunca com o pé esticado, porque senão favoreceremos  o aparecimento dos dedos em garra,  que por sua vez, limita o desenvolvimento do peito de pé ideal ao Ballet. Então, ao experimentar sua nova sapatilha, observe se seus dedos do pé estão esticados e não dobrados dentro da sapatilha. Lembrem-se, dedos em garra (encolhidos) dentro da sapatilha pode induzir a tendinites.

Um fato também muito importante,  é sobre o calcanhar, algumas pessoas desenvolvem grandes calos ou bolhas na região posterior do calcanhar. Isto acontece por apertar muito o elástico da sapatilha ou por ser um número pequeno para o pé, que irá gerar atrito nesta região e para resolver este problema, é só escolher o tamanho como descrito acima.

Espero que estas dicas ajudem na próxima compra.

José Luiz Bastos Melo

por Luís Florião

Comemoramos o Bicentenário da Dança no Brasil. Para comemorar, programamos diversos eventos, lançamento de livro, homenagens…

Segue a programação e um resumo da pesquisa sobre as danças sociais que posteriormente disponibilizaremos para vocês, caros leitores interessados nessa arte maravilhosa.

– Exposição 200 Anos da Dança de Salão no Brasil – 4 a 29 de julho –  das 10 às 19h – Centro de Artes Calouste Gulbenkian – Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze – Entrada franca – (21) 2535-2377 / 9502-6073

– Baile do Bicentenário da Dança de Salão 1 – 16 de julho – sábado – 14 h – Helênico Club – R$ 30,00 – (21) 7897-7969  /  2574-9075

– Baile do Bicentenário da Dança de Salão 2 – 24 de julho – domingo – 18 h – Academia de Dança Luís Florião – R$ 12,00 (promocional antecipado R$ 8,00) – (21) 84770200/  3244-3244

– Excursão da Academia Luís Florião – 200 Anos da Dança no Brasil – 28 a 31 de julho – Viagem para o evento Baila Costão, no Costão do Santinho – Florianópolis – Aulas manhã e tarde – noites bailes e apresentações – (21) 84770200 / 3244-3244

– Mostra Andanças e o Bicentenário da Dança no Brasil – 13 de agosto – sábado – das 18 às 19:30h – Forte de Copacabana – Mostra de dança, lançamento de livro e publicações e homenagens – Entrada franca – (21) 84770200 /  3244-3244.

– Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro – Bicentenário da Dança no Brasil – 20 a 26 de novembro – domingo à sábado – Dezenas de eventos por todo o estado – (21) 84770200 /  3244-3244

Danças Européias

“A dança de salão, como conhecemos agora, nasceu com os primeiros mestres de dança da renascença, que arranjavam o entretenimento para os duques e príncipes.” (Dalal Achcar)

A época de D. João VI

Com a chegada da Família Real e a transformação do Rio de Janeiro em sede do Reino Unido (Brasil, Portugal e Algarves), a cidade passou por grandes modificações. O período de permanência da corte no Brasil (1808-1821) foi um momento de grande expansão no interesse e na oferta em cultura.

Mary Del Fiore confirma: “A vinda da família real em 1808 introduzia hábitos sociais que foram se multiplicando entre as várias camadas sociais. Recepções, casamentos, balizamentos, cortejos, jogos, óperas, enfim o luzir dos fidalgos, davam modelos e incitavam imitações. Importavam-se também professores de dança e canto, capazes a ensiná-las a animar bailes e saraus da cidade”

200 Anos da Primeira Aula de Dança no Brasil

São diversos os relatos sobre a importância da dança social no período e sobre os mestres de dança, que foram importados para dar conta da demanda. Professores como Luiz Lacombe, que chegou em 1811, e colocou nesse mesmo ano, na Gazeta do Rio de Janeiro em 13 de julho, a referência* mais antiga sobre aulas de danças sociais no Brasil que encontrei até o momento.

“Divulguei diversas vezes para os profissionais da dança sobre os 200 anos de aulas de dança de salão no Brasil, sendo que a que causou mais impacto foi em audiência pública na ALERJ em 01/12/09. Em seguida, com a ajuda de Antônio Aragão do Jornal “Falando de Dança” que buscou na Biblioteca Nacional a propaganda que citei, comprovamos irrefutavelmente o fato. Esse documento foi importantíssimo no processo de transformação do ritual da dança de salão como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro e na promulgação da Lei que criou a Semana da Dança de Salão do Rio e Janeiro.”

O sucesso foi tanto que, em seguida, Lacombe trouxe seus três irmãos para auxiliar nas aulas. Wanderley Pinho ressalta essa importância: “As danças se aperfeiçoavam com mestres entendidos. Luiz Lacombe não tinha mãos a medir e multiplicavam-se salões e saraus onde suas discípulas exibiam passes e passos de bem aprendidas graças coreográficas.” E “Os cabeleireiros e os mestres de danças” (referem Ferdinand Denis e Hipólito Taunay) gozavam de grande prestígio e maiores proveitos. Enquanto o danseur se buscava em uma carruagem luxuosamente atrelada e se remunerava bem, o professor de línguas tinha que marchar a pé daqui ali para lições pagas com usura.”.

Concluo, citando a historiadora, dançarina, pesquisadora de dança de salão e antropóloga Jussara Vieira Gomes: “Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os cariocas, tornando-se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado poeta Olavo Bilac comentar, num artigo de 1906, para a revista Kosmos: “…no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando.”

Luís Florião

Academia de Dança Luís Florião – Rua Carmela Dutra, 82 Tijuca – 32443244 – www.dancecom.com.br – almad@dancecom.com.br

Especialista nas principais danças de par brasileiras: samba, forró e as lambadas (de Porto Seguro e a do Rio de Janeiro – também chamada de zouk brasileiro), professor e pesquisador.

DEPOIS DA FOLIA ……..

julho 14, 2011

por Carla Martins

O carnaval passou, a vida segue,  bailarinos e bailarinas continuam comendo breu.  Quem disse que nada acontece no Rio de Janeiro no meio da dança, está enganado. Vários espetáculos estão em cartaz onde muitos profissionais, novatos e veteranos ocupam o mesmo palco.  E neste início de Abril foi aberta uma  grande  oportunidade em uma emissora  de TV, que eu não posso dizer o nome nesta matéria.  Mas enfim, era grande por causa da emissora e pela  quantidade de bailarinos envolvidos. Foram 150 vagas disputadas por cerca de 400 pessoas. Audições para jazz, street dance e sapateado.  Por outro lado, quero destacar parte dos atores envolvidos na cena da novela, o pessoal acostumado a só memorizar  texto, teve que colocar o corpitcho para balançar. A D O R O …  3 casais de atores, dentre eles os protagonistas da  trama, entraram em cena dançando. E para tal gastaram muito tempo ensaiando  para aprender a coreografia  elaborada, além de muito suor para vencer as dificuldades. Alguns desses atores  foram admitidos com a qualidade acumulada de ser ator e bailarino, devidamente registrado em seu sindicato profissional. Mas haviam aqueles que não tinham nenhum conhecimento de dança e tiveram que aprender  alguns passos.  Se esforçaram, ensaiaram muito e conseguiram  um ótimo resultado.

Ressalto que esse tipo de trabalho exige uma grande paciência no que diz respeito ao ambiente da gravação em si. Gravar uma cena exige  certa paciência para nós bailarinos. Este processo   envolve  repetições diversas variando câmeras, ângulos, luz e acerto dos atores.  Muitas  vezes uma simples cena pode levar horas. Quero avisar aos amigos que isto é perfeitamente normal, essa “ magia da TV” não acontece por acaso, nós que  dançamos, perdemos horas para conseguir um movimento bem feito, assim como eles para ter um take  perfeito .  Portanto caso venham a participar de alguma gravação, é bom saber que lá vocês podem ter que ficar muito tempo à disposição da direção,é cansativo e o resultado final nem sempre é o esperado pra nós,mas vale muito a pena  ,pela experiência adquirida ,conhecimento e glamour…além disso ninguém trabalhou de graça ,todos receberam  pelo dia da gravação e pelos ensaios .

Torço  para  que a cena seja  um sucesso, que a direção e produção gostem do fato de haver um corpo de baile enriquecendo  a tela. Gosto sempre de destacar as conquistas e a evolução do meio da dança. Estabelecer  no mercado de trabalho que ser bailarino é uma profissão normal. Talvez não convencional, mas normal.

Ah ! a novela estréia dia 03 de maio e meus companheiros de trabalho aparecem no primeiro capítulo .Quer saber qual é a emissora ,a hora e a novela ??? Corre atrás ,vai descobrir ,pois eu não dou o peixe ,apenas dou dicas pra você pescar. Quem sabe na próxima gravação temos um bailarino a mais …. VOCÊ !!!!

BEIJO < TCHAU

 

CARLA MARTINS

A primeira coisa que o leigo em dança pensa sobre o piso de dança, é que ele não pode escorregar,  isto se não for um praticante de dança de salão, pois nesta modalidade, o piso não deve agarrar nos sapatos, evitando o deslizamento dos casais sobre o piso. Para muitos o requisito básico na sala de dança, é o espelho, o que para o mim, é o de menor importância.

A primeira coisa, a saber, sobre o piso da sala de dança, é de que não existe um piso ideal para todas as modalidades da dança, estilos como sapateado e Ballet Clássico, necessitam de piso específico, pois cada um interage com os bailarinos de forma única. Portanto, o primeiro item a ser observado em sua sala de dança, é se ela possui o piso adequado ao estilo da dança, cada estilo pede um tipo de piso que terá grande influência no desempenho dos bailarinos assim como na prevenção de lesões.

Vamos falar neste artigo, basicamente sobre o piso para aulas de Ballet Clássico. Este piso é construído a partir de uma treliça de madeira apoiada sobre coxins de borracha, a treliça é coberta com placas de compensado, que por sua vez são cobertas com linóleo . A modalidade da dança, número de praticantes e base em que se apóia esta estrutura, será determinante na espessura da madeira da treliça e do compensado, pois resultara em maior ou menor flexibilidade do piso. Quanto a flexibilidade, ele não deve ser macio demais, pois muita maciez induz a um trabalho muscular aumentado, assim como pouca maciez, no caso duro, leva a ondas de choque por todo o corpo, que com a repetição pode provocar micro lesões nas articulações, que leva a um  efeito degenerativo das cartilagens,  seus sintomas se manifestam  com  dores articulares geralmente depois de alguns anos. Portanto, o piso para Ballet deve ser uma combinação perfeita de flexibilidade, para devolver a energia absorvida  da queda e devolver ao corpo do bailarino facilitando o salto. Vale lembrar que em quase todos os esportes que possuem grande quantidade de saltos, há sempre uma preocupação com a absorção do impacto, daí os inúmeros tênis sofisticados para cumprir esta função, e como na Dança Clássica não se usa tênis, mas uma sapatilha construída de lona e\ou couro praticamente sem nenhum recurso de amortecimento eficiente, a necessidade do piso adequado é de extrema importância na prevenção de lesões.

Outro piso que é de suma importância, é o piso para o sapateado, pois fazer uma aula de sapateado em piso para Ballet, é estragar o piso e a aula de sapateado. O Sapateado pede um piso em madeira, esta mais dura que a usada no Ballet e em formato tábua corrida, que deve ser colocada também sobre uma base de treliça de madeira que não devem levar espuma ou outros materiais isolantes, porém neste caso, as madeiras são mais grossas e menos flexíveis, e devem principalmente produzir um som agradável ao toque com o sapato de sapateado para propagar o som. Aulas de Sapateado em pisos inadequados, induz o Sapateador ao maior esforço muscular, gera maior impacto sobre os joelhos e não fornece a estabilidade necessária a execução dos passos.

Portanto, observe sempre o piso em que você pratica sua dança, ele é mais importante do que possa parecer.

José Luiz

Coluna do Florião

maio 12, 2011

NO RITMO

A estabilização econômica do fim do século passado permitiu que o Brasil fosse preservado das crises internacionais desse início de década. Apesar de bem menor do que deveria, pois falta infra-estrutura, nosso país vive uma fase de crescimento.

Desde o início da década de 1990, muito antes desses mínimos índices de crescimento, um segmento artístico já conseguia acelerar e se mover no seu próprio ritmo – A dança de salão. Revivida e renovada, com forte adesão do segmento jovem da sociedade, cresce e mostra-se como importante opção de lazer e de trabalho.

Estamos comemorando esse ano os 200 anos de aulas de dança de salão no Brasil, contados a partir da primeira propaganda colocada em jornal em 1811 e a cada dia, profissionais e adeptos se encarregam de derrubar antigos estereótipos.

Esta arte é querida pela terceira idade, sim, por ser fonte de prazer, de baixo custo e por seu caráter integrador. Mas não é ultrapassada ou fora de moda. E os jovens descobriram isso na época da moda da lambada e mais recentemente dos bailes de forró, da nova lambada ao som de zouks, de samba e de salsa, onde canalizam energias para a diversão saudável, usando a linguagem corporal para dizer a que vieram.

O profissional de dança, antes visto apenas como um “pé de valsa” que sabia alguns passos, profissionaliza-se, exige-se e cobra respeito da sociedade. Mostra que é preciso estudo, dedicação e muita técnica para ensinar, apresentar-se, coreografar.

E tudo isso tem como resultado a expansão do mercado de dança. Cresce o número de escolas e academias, formam-se cada dia mais professores e dançarinos, e a procura por bailes dançantes é cada dia maior.

Iniciativas associativas com objetivo de dar maior visibilidade ao setor, obter patrocínio e espaço na mídia têm sido uma constante. Registra-se a formação de associações estaduais e a Associação Nacional de Dança de Salão – Andanças. Importante ainda falar do projeto Brasil a Dois, que uniu a classe em um movimento de forte divulgação da dança de salão; do Br Danças – Congresso Internacional de Danças Brasileiras no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro, com apoio da Prefeitura do Rio, por intermédio da Secretaria das Culturas.

Conquistamos ainda para a dança social a Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro; o reconhecimento da nossa arte como patrimônio imaterial do nosso estado e, entre muitas outras vitórias, que um membro da dança de salão, pela primeira vez tenha sido eleito como delegado setorial para representar a dança no Congresso Nacional de Cultura.

O sucesso da dança de salão pode ser atribuído ao esforço dos empresários e profissionais da área que têm mostrado grande empenho em superar-se e adequar-se às demandas de mercado, abrindo novas frentes de atuação, levando a dança para os palcos, avenidas e grandes eventos.

Deve-se ainda a uma equação brilhante: a dança de salão é basicamente a única arte que conjuga atividade física, lazer, contato social e benefícios psicológicos com preço muito acessível, de fácil aprendizado, sem exigir espaços ou equipamentos sofisticados, indicada para todas as idades e aceita em todos os extratos sociais.

Luís Florião – www.dancecom.com.br – Academia de Dança Luís Florião – 55 21 3244 3244

Dançando em Alto Mar

fevereiro 17, 2011

Por Carla Martins

Carla Martins

Caros amigos leitores, aqui estou eu novamente para conversarmos mais um pouco sobre o profissional de dança. Até porque acabei desembarcar de uma viagem Escândalo….. Adorei… Além de passear por Buenos Aires e Punta del Este, tive o prazer de estar na platéia e assistir aos Shows maravilhosos e super produzidos que ocorrem em um palco cruzeiro (ailuminaçãoeo som de primeira, tudo funciona). Na verdade já até trabalhei com uma equipe de seleção para bailarinos visando formar elenco fixo para um navio,ou seja trabalho para um ano inteiro e posso afirmar que este é um mercado muito bom para nossa classe, pois ganhasse em Euros. Além do crescimento desse campo de trabalho no nosso país, já li algumas matérias sobre como esse tipo de turismo ficou mais acessível a outras classes.

Voltando ao assunto, quando fui trabalhar na seleção de elenco (diga- se bailarinos profissionais) para o navio, fiquei responsável pela avaliação de medidas dos candidatos e fotos. Daí me aparecem algumas pérolas. Meninas querendo fazer medida de altura com salto plataforma e dizendo que tem 1,70 m, outras que vão para aprender a sequência e não conseguem terminar uma pirueta de frente para o espelho e ainda outras que não entendem porque se conta até 8. Por favor, me poupem! Claro, devem ter achado que a audição era para passistas, malabaristas ou contorcionistas. Minha pressão subiu!!! Atenção quero deixar claro que não estou falando mal de ninguém, apenas defendo a não invasão de áreas. Existe espaço para todo mundo, mas não era esse o caso. Tratava-se de um navio cuja produção dos eventos era bem arrojada, queria bailarinos e bailarinas profissionais segundo determinado perfil. Eles bonitos, altos e fortes. Elas bonitas, altas e em forma. Ambos com boa técnica e principalmente carisma enquanto dançam. Ressalto que nem todos possuíam 100% dos atributos que precisávamos, mas se fossem capazes de compensar por exemplo uma falta de estatura com uma excelente técnica e principalmente carisma, as chances de serem escolhidos eram bem elevadas. Portanto a hora é essa.

Beijo e até a próxima…

Ah… quer saber mais ?? Pesquisa,vai à luta…

Porque eu conto o milagre, mas não digo o nome do Santo.

Tchau

 

por Luis Florião

Luís Florião

1. EFEITOS ANTROPOMÉTRICOS E NEUROMUSCULARES:

a. Diminuição da gordura corporal

b. Incremento da massa muscular

c. Incremento da força muscular

d. Incremento da densidade óssea

e. Otimização da atividade cerebral – fortalecimento do tecido conetivo

f. Incremento da flexibilidade

2. EFEITOS METABÓLICOS:

a. Aumento do volume sistólico

b. Diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo

c. Aumento da potência aeróbica (vo2 máx.) 10-30%

d. Aumento da ventilação pulmonar

e. Diminuição da pressão arterial

f. Melhora do perfil lipídico

g. Melhora a sensibilidade à insulina

3. EFEITOS PSICOLÓGICOS:

a. Melhora do auto-conceito

b. Melhora da auto-estima

c. Melhora da imagem corporal

d. Diminuição do estresse e da ansiedade

e. Melhora da tensão muscular e da insônia

g. Diminuição do consumo de medicamentos

h. Melhora das funções cognitivas e da socialização

Além destes efeitos gerais, a dança de salão tem se mostrado de grande valia como auxílio aos tratamentos para controle e prevenção de doenças como diabetes, enfermidade cardíaca, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, artrite, dores crônicas e desordens mentais ou psicológicas.

Nota-se também um aumento da procura por escolas de dança de salão por recomendação médica e de professores de Ed. Física. A dança de salão é uma atividade completa que propicia além de lazer e diversão, uma série de incrementos na qualidade de vida, atuando na área social, através da formação de grupos que se reúnem para dançar, ir a bailes e eventos, aproximando os casais, irmãos, adolescentes, pais e filhos, pois é uma atividade sem distinção de faixa etária, sendo comum que as famílias freqüentem juntas as aulas.

Por sua contribuição para a diminuição do estresse ao mesmo tempo que eleva a auto-estima é um grande incremento à vida pessoal, melhorando o humor, combatendo a insônia, aumentando a libido e também a produtividade e freqüência no trabalho. Ao incentivar uma melhor postura física, a dança proporciona um melhor funcionamento dos órgãos internos resultando numa vida muito mais saudável e feliz (dançar libera endorfinas) com efeitos positivos para: coração, pulmão, intestinos, estômago, pele, cabelos, articulações, humor, elasticidade, equilíbrio, flexibilidade, pressão arterial, peso, musculatura, sistema imunológico etc.

“A atividade física é um direito de todos e uma necessidade básica.” – Unesco “Muito mais que atividade física, a dança de salão é uma arte completa, com benefícios para a mente e o corpo.” – Luís Florião