por Roberta Camargo

Como falar de sapateado e não mencionar Flávio Salles? E como falar dele sem citar o sapateado? Flávio Salles era um ótimo sapateador. Não só mais um bailarino de sapateado; ele foi figura importantíssima para a popularização e divulgação da arte de sapatear, principalmente no Rio de Janeiro.

Todos têm um outro lado da história para contar, porém, no caso do sapateador, sua vida sempre esteve ligada à música e ao exercício corporal. Flávio Salles, em entrevista para o site “Tap Web”, em janeiro de 1999, revelou que, no início, era atleta do Fluminense em saltos ornamentais e ginástica de solo. Seu primeiro contato com a dança ocorreu quando ele tinha entre 14 e 15 anos: Bertha Rosanova foi contratada por seis meses para dar aulas de ballet para o grupo. Porém, Flávio só voltou a dançar novamente aos 18 anos, quando começou no jazz. Ao mesmo tempo, ele entrava para a Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Nesta mesma época, Flávio cantava e tocava violão, chegando a competir em vários festivais e até a gravar dois discos com composições próprias. Esse lado “cantor” de Flávio começou na década de 80, quando ele chegou a fazer uma turnê pelo Brasil com Nana Caymmi e Johnny Alf. O sapateador ganhou o primeiro prêmio no Festival Lubrax da Sala Cecília Meirelles como melhor cantor e, ainda, ganhou um espetáculo próprio no Teatro João Caetano. Dessa forma, Flávio Salles fez não só uma grande carreira como sapateador, mas como cantor e compositor também.

Entretanto, Flávio não conseguiu fugir da dança. Sua paixão pelo palco e pela movimentação do jazz o fez voltar a dançar, desta vez na UNIC (Universidade de Cuiabá, no Mato Grosso). Fez aulas de afro com Gilberto Assis, e foi no intervalo de uma dessas aulas que ele assistiu a uma aula de tap por Pat Thibodeaux, professora norte-americana erradicada no Brasil que lecionou para uma grande geração de sapateadores (entre eles, o próprio Flávio). Segundo ele mesmo, aquela aula de sapateado o fez ficar “alucinado”.

Foi assim que Flávio Salles começou a sapatear. Após 6 meses de aula, a UNIC fechou para férias, e ele foi dançar na academia Corpore. Em pouco tempo, a professora Mabel Tude (que esteve recentemente em cartaz com a peça “Na cola do Sapateado”, no Rio de Janeiro) encaminhou o jovem para Tânia Nardini, que ensaiava na CAT (Centro de Artes do Tempo, onde o grupo “Catsapá”, de tap, se reunia). Flávio, que fundou o grupo junto com Valéria Pinho, se empenhou cada vez mais no aprendizado da técnica e logo deu aulas nas academias Corpore e Corpus. Com um prestígio crescente, saiu em uma entrevista para o Segundo Caderno, do Globo, levando-o a ser convidado para trabalhar na Faculdade da Cidade (UniverCidade), em 1986.

Flávio criou todo o programa da disciplina de sapateado da Faculdade, onde lecionou até 1992. Na mesma época, coordenou e deu aulas de sapateado na Academia de Ballet Dalal Achcar. Ainda, ministrou vários cursos de Tap ao longo de toda sua carreira, como o Cuballet realizado em Niterói (RJ), em 1992; trabalhou em várias edições do Tap in Rio, famoso evento de sapateado realizado anualmente no Rio de Janeiro; lecionou na 1ª e 2ª Semanas do Sapateado, na cidade de Uberlândia, MG; coreografou para a televisão, entre outros grandes eventos que contaram com sua participação.

O estudo de aprofundamento na arte do sapateado que Flávio teve que realizar para a criação de um programa de ensino superior com aprovação do MEC inspirou-o a escrever um livro só sobre o tap, em parceria com Amália Machado. O livro, que levou cinco anos para ser concluído, possui como ele afirmou na entrevista ao site, “fotos, nomenclatura, parte musical e programa de aula”. Com o nome de “Tap- A Arte do Sapateado”, foi lançado em 2003 e é o único em português sobre o tema.

Entre todas as realizações de Flávio Salles, uma das mais relevantes foi a criação, em Ipanema, da “Academia do Tap”. Em 1991, Dalal Achcar cedeu um espaço que possuía no shopping Fashion Mall, no Rio, ao sapateador, que fundou o Flávio Salles Tap Center. Segundo as palavras de Flávio, em um mês o espaço contava com mais de cem alunos. Porém, no final do mesmo ano o contrato de Dalal venceu, e Flávio, mais uma vez com a ajuda dela, abriu a primeira escola de sapateado do Rio de Janeiro, a “Academia”. Foi no ano de 1992 que o sapateador largou o ensino universitário para se dedicar exclusivamente à sua própria escola. A “Academia” conta com mais de 15 turmas, desde o baby-class até o mais avançado.

Ele também esteve presente em várias edições do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. Suas participações alternaram entre júri, competir com grupos de sua escola (ganhando o prêmio de primeiro lugar na categoria Avançado, em 2004) e ministrar aulas nos cursos de sapateado do Festival.

A esse currículo vasto se somou a remontagem da parte coreográfica de sapateado do musical Gypsy, de Charles Muller e Cláudio Botelho, em 2010, o que lhe rendeu uma indicação para o prêmio Shell.

Condensar toda uma vida em poucas linhas não é tarefa fácil, ainda mais quando se trata de Flávio Salles, que foi “sapateador, professor, coreógrafo, cantor e compositor, cursou faculdade de belas artes, escreveu um livro, artigos para jornais e fez direção de shows”. É assim que o site da Academia do Tap descreve o rapaz. Difícil dizer o quê ele não fazia. Mas é simples encontrar algo que ele não deveria ter feito: partir tão cedo.

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Cia Hibrida

julho 14, 2011

por Mariana Faria

Sempre em busca da inovação e da versatilidade a Cia. Híbrida chega a seu quarto ano com grande progresso. A companhia pode ser descrita como uma possibilidade de encontro entre diversas linguagens da arte. Através da mistura da dança de rua com o contemporâneo e ainda um toque da magia teatral, eles criam um diferencial que tem obtido uma boa aceitação do público. Hoje é formada por treze integrantes e visa a atender tanto o público infantil quanto o adulto.

Eles eram apenas um grupo com muita vontade de dançar que faziam aulas na ONG GEFEP através do projeto social Arte melhor remédio. Porém a vontade de crescer e a busca pelo aprimoramento das técnicas aumentavam a cada dia, foi quando em 2007 o bailarino e coreógrafo Renato Cruz teve a iniciativa de formar a Cia. visando à profissionalização dos até então amadores da dança.

A primeira oportunidade para colocarem o que sabiam em pratica surgiu com a ajuda da médica Isabel Nunes. A ideia era levar alegria através da dança e do teatro para as crianças doentes nos hospitais. A partir daí a Cia. se desenvolveu e baseados nesse projeto criaram seu primeiro espetáculo, Contos de Era Uma Vez. A inquietação dos participantes não parou e novas coreografias foram criadas mesclando os estilos de dança e desconstruindo os signos do hip hop, entre elas moto sensível e estéreos tipos.

foto por Rodrigo Buas

A companhia durante seus anos de existência já se apresentaram em diferentes lugares pelo rio de janeiro. E ainda promove de seis em seis meses o projeto arena híbrida, que tem como objetivo promover uma parceria entre os praticantes da dança de rua e contemporânea para a troca de experiências. O evento acontece no teatro Cacilda Becker e conta com oficinas de hip hop, batalhas de breaking, mesa redonda com importantes nomes da dança, além de apresentações de Cias. do Rio de Janeiro. Recentemente ele  completou sua sétima edição com grande sucesso.

É com determinação e com a vontade de se superarem que a Cia. Híbrida caminha a cada dia para um melhor resultado. Ainda lutam por um patrocínio, mas já foram agraciados com o Prêmio Funarte, que lhes permitiram o uso de espaços cênicos para a realização de temporadas. A Cia. Serve de exemplo para muitos projetos sociais realizados em comunidades. Uma ideia que deu certo e tende a evoluir cada vez mais.

Quer saber mais? Visite o site : http://www.ciahibrida.com.br

 

 

por Equipe Akatu

Seguidores do Akatu no Twitter e no Facebook enviam suas dúvidas e o Akatu dá as alternativas.

Agora é lei: a partir de zero hora de 1º de janeiro próximo, as sacolinhas plásticas estarão banidas do comércio da cidade de São Paulo, não podendo ser distribuídas gratuitamente e até mesmo vendidas. O que fazer sem a sacolinha no dia-a-dia?

Como carregar as compras?

Muitos consumidores já dispensam as sacolinhas plásticas e transportam suas compras em sacolas retornáveis de algodão, lona ou mesmo de plástico resistente, como as sacolas de feiras e as sacolas de PET reciclado. Outra solução é usar caixas de papelão, que são oferecidas gratuitamente pelos supermercados, e carrinhos de compra, aqueles usados em feiras livres.

Os chamados saquinhos plásticos orgânicos (feitos de cana ou milho) ou os chamados biodegradáveis, oxidegradáveis, oxibiodegradáveis e variações também estão proibidos?

Sim. Nenhum tipo de saquinho plástico pode ser vendido ou distribuído para carregar as compras no comércio.

Como recolher o lixo em casa? Dos banheiro,  da cozinha?…

Forrar os diversos cestinhos de lixo com dobradura de jornal é uma saída. Veja como fazer a dobradura em (http://www.akatu.org.br/Temas/Residuos/Posts/Veja-como-fazer-saquinho-de-jornal-para-o-lixo).  O consumidor deve manter um único cesto grande de lixo, com os tradicionais sacos pretos – preferencialmente feitos de plástico reciclado – e juntar todos os “saquinhos de jornal” nesse saco maior para retirar para a coleta. As lojas de material plástico continuam a vender os saquinhos, o consumidor também pode comprá-los nessas lojas especializadas. A vantagem é que comprando o consumidor vai usar com muito mais consciência e economia do que quando ganhava no supermercado, na livraria, na padaria, na videolocadora…

Mas o jornal também polui a natureza e faz volume no aterro sanitário.

Nenhum resíduo deve ser descartado direto na natureza. Nem plástico nem jornal nem PET, nada! Todos devem ser recolhidos em casa e postos fora para a coleta, no máximo duas horas antes de o caminhão coletor de lixo passar. Não esquecer também de separar os resíduos chamados de secos ou limpos (vidro, PET, plástico, jornal, papel, latinhas) para a coleta seletiva. Sobre o uso de jornal como saquinho de lixo: a principal diferença é que o jornal leva até seis meses para se decompor, já as sacolas plásticas comuns levam até 400 anos, segundo as empresas de limpeza urbana de São Paulo e do Rio. Além disso, quando descartadas de forma incorreta, as sacolas plásticas degradam a biodiversidade de rios, lagos e mares. Mais: os fragmentos de plástico atraem poluição dispersa na água. Já foram recolhidos no Oceano Pacífico, por exemplo, grânulos de plástico que continham uma concentração 1 milhão de vezes maior de poluentes e resíduos tóxicos do que a água do entorno. No meio urbano, os sacos plásticos entopem bueiros e galerias pluviais e contribuem para enchentes e inundações. Além disso, o plástico é fabricado a partir do petróleo; a redução do uso desse material contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa, que causam aquecimento global.

E o saco grande para lixo, fica proibido também?

Não. A venda de sacos de lixo ou de sacos plásticos nas lojas de material plástico está liberada. Ficam proibidas a distribuição e a venda de sacolinhas para embalar as compras no próprio empreendimento. Ou seja, o supermercado, a padaria e todo o varejo estão proibidos de distribuir ou vender as sacolinhas da saída do caixa, como acontece hoje.

E os saquinhos transparentes para frutas e verduras soltas na feira, no “sacolão” ou mesmo no setor de hortifrúti dos supermercados?

Estão liberados. Frutas e verduras a granel podem ser embaladas nos saquinhos específicos. Também estão liberados os saquinhos originais dos produtos, como pacotes de balas, bolachas, feijão, arroz, açúcar etc. Também não foram proibidos os sacos plásticos para produtos que vertem líquido, como frango, carnes, frios, congelados em geral… O princípio da lei é evitar o uso de uma segunda embalagem de plástico para o mesmo produto ao passar no caixa. A ideia é acabar com o saquinho dentro do saquinho.

E se eu quiser levar as sacolinhas da minha casa para o mercado? Eu serei multado?

Não. O consumidor terá a opção de trazer a sacola que quiser de casa e não será multado. A restrição é para o comércio em geral. Mas a dica do Akatu é não usar sacolinhas descartáveis. Mantenha sacolas reutilizáveis, carregue sempre uma dobrada na bolsa ou na mochila. Você estará sempre prevenida ou prevenido no mercado, na padaria, na papelaria, na farmácia…
Em alguns condomínios, jogar lixo diretamente no saco preto do andar é considerado infração grave, por gerar mau odor e atrair insetos. Como fazer?

A lei municipal é superior às normas dos condomínios. Portanto, as regras dos condomínios terão de se adaptar à nova lei. Os moradores devem se reunir e discutir alternativas. Já será um bom momento para pensar mais medidas de consumo consciente também de água, energia e outros recursos no condomínio e nos apartamentos ou casas.


Como recolher o cocô do cachorro na calçada, já que, até agora, as sacolinhas plásticas eram usadas para este fim.

Em pazinhas de plástico duro e depois despejar no saco preto de lixo orgânico em casa.  Ou recolher os dejetos em saquinhos de papel ou feitos de dobraduras de papel. Outra saída é usar luvinhas plásticas descartáveis; você recolhe o cocô, vira do lado contrário e já a utiliza como um saquinho.

 

O Poder da Maquiagem

julho 14, 2011

por Mariana Faria

Desde pequenas as crianças vêem suas mães se maquiando e já ficam inspiradíssimas e com vontade de se produzir daquela maneira. O fato é, toda menina, mulher, quer sempre estar bonita e encantadora. E para que esta beleza se intensifique, elas costumam buscar na maquiagem uma mãozinha para valorizar ainda mais seu visual. A make up ajuda a realçar os pontos positivos e a disfarçar os negativos, causando num contexto geral, uma ideia de elegância e um charme diferente, característico da própria individualidade de cada uma.

Lápis, base, batom, blush, sombras, rímel, são bem-vindos numa nécessaire feminina.

No ballet, as coisas não são muito diferentes, a maquiagem é mais do que essencial na vida dos praticantes de dança. Cada vez mais novas, as meninas já querem maquiar-se para dançar. Usada tanto em aula quanto em palcos- em proporções diferentes-, ela é objeto indispensável na trajetória de uma bailarina. Já faz parte de sua rotina diária, assim como as sapatilhas, collants e meias-calças.  Sempre a procura do diferente no universo do embelezamento, elas vão aumentando seus estoques a partir das novidades oferecidas no mercado.

Para quem dança o momento mais especial e esperado é a sensação de estar no palco. Ali a magia acontece, eles querem mostrar todo seu potencial, e aproveitar cada segundo a emoção de poder vivenciar algo tão fascinante. A expressão, os movimentos, a técnica fundem-se num só corpo, dando vida ao personagem. Mas, para que isso tudo ocorra de uma forma mais clara para um público leigo é fundamental a incrementação dos figurinos e principalmente da maquiagem.

A maquiagem de palco intensifica as características dos personagens. Ao dançar ballet de repertório, às vezes é preciso que um bailarino fique com aspecto de uma pessoa envelhecida pelo tempo. Assim como também, é necessário que bailarinos incorporem bonecos ou até mesmo palhaços e bobos da corte. A maquiagem é uma grande contribuinte para a valorização de um artista. Ela intensifica as características do intérprete, dando mais energia no palco e permitindo ao público a sensação de estar mais próximo do real.

Você mesma pode fazer a sua, aqui segue um passo a passo de uma maquiagem para os olhos que pode ser utilizada em diferentes estilos de coreografias a serem dançadas em palcos.

Passo a passo conforme a ilustração

  • Aplique uma sombra prata na pálpebra móvel dos olhos até a metade
  • Em seguida complete com uma sombra preta na parte externa, esfumace um pouco a parte de cima, e com um pincel fino marque a linha do côncavo, criando um estilo degradê. Utilize também uma sombra bege como iluminadora na parte superior dos olhos perto da sobrancelha. Use cílios postiços e delineador, eles proporcionam um diferencial no olhar.
  • Ilumine o canto dos olhos com sombra branca levando até a metade da sua parte inferior. Complete com a sombra preta na outra metade para deixar o olhar em evidência. Para finalizar utilize o rímel na parte inferior e superior dos cílios.

por José Luiz Bastos Melo

O I Congresso Brasileiro de Dança Moderna aconteceu de 23 a 26 de junho no Centro de Artes Nós da Dança, no Rio de Janeiro, bairro de Copacabana. Dirigido por Andrea Raw e Regina Sauer, o evento foi ministrado por mestres de grandes e tradicionais escolas de dança norte-americanas. Bradley Shelver, do Alvin Ailey School, que ensinaram técnica de Horton; Maxine Steinman,  do Limón Institute, lecionou a técnica de José Limón; e Lone Larsen, professora da Martha Graham School, ensinou técnica de Martha Graham. O que ficou marcante destes mestres, era o amor e generosidade com que ensinaram a todos os bailarinos, de forma incansável nas maratonas de aulas que ministraram.

Entre aulas, palestras, mesa redonda e a apresentação de um espetáculo de trabalhos pré-selecionados, com coreografias que usaram as técnicas de Dança Moderna como referências, ficou marcante a competência destas duas batalhadoras da Dança Moderna no Brasil, e organizadoras do evento, que são Andrea Raw e Regina Sauer e a certeza de que precisamos de mais eventos como este.

Uma das organizadoras do evento, a bailarina e produtora Andrea Raw, já vem trazendo mais da dança moderna para a cidade. Em 2009 e 2010, organizou Workshops internacionais de Técnica de Martha Graham. Em janeiro de 2011, realizou no Nós da Dança, junto de Regina Sauer, o Workshop de Técnica de Horton com Ana Marie Forsythe, professora do Alvin Ailey American Dance Center.

Agora vamos esperar pelos próximos eventos.

Companhia acrobática de dança volta ao país para estréia de turne.

por Roberta Camargo

O Kataklò Athletic Dance Theatre volta ao Brasil nesse mês de maio para a estréia de uma nova turnê, “Light”. Pela segunda vez consecutiva, o grupo vem ao país para realizar apresentações por doze cidades diferentes. Em 2010, o espetáculo “Play” lotou a casa de espetáculos Vivo Rio, no Rio de Janeiro. A projeção deste ano é a mesma, sendo que o palco será o Theatro Municipal.

Criado em 1995 por Giulia Staccioli, ginasta olímpica e ex-integrante do Momix, e seu marido, Andréa Zorbi, jogador de vôlei campeão mundial, Kataklò significa, em grego, “eu danço dobrando-me e contorcendo-me”. Junto a 8 bailarinos-atletas, o casal estreou em Milão, na Itália, com o espetáculo “Indiscipline”, sucesso de crítica e público. Já no ano seguinte, o Kataklò Athletic Dance Theatre foi convidado a dançar na abertura dos jogos olímpicos de Sydney, Austrália.

Em 1998, a Cia estreou o espetáculo “Kataklopolis”, que ficou em turnê mundial por três anos. “Line Up – Energie Verticale” estreou em 2002 e com “Katacandy”, em 2003, o grupo inaugurou seu próprio teatro, o Spazio Studio K. No mesmo ano, eles participaram da comemoração do World Yout Day, na Praça de São Pedro, junto a milhares de pessoas e ao Papa João Paulo II. Em 2006, o Kataklò novamente participou da abertura de uma grande competição, os Jogos Olímpicos de Inverno em Turin, entre outras apresentações em eventos e grandes festividades.

“...o Kataklò Athletic Dance Theatre foi convidado a dançar na abertura dos jogos olímpicos de Sydney, Austrália.”

Atualmente, Kataklò tem 15 membros fixos que se dividem em turnês pelo mundo e apresentações na Itália. A rotina dos membros da Cia conta com 10 horas de ensaio por dia.

Já quanto as apresentações no Brasil, a Cia veio no ano de 2004 com “Fair Play”. Em 2005 eles trouxeram “Livingston” e em 2008 apresentaram “Play” pela primeira vez por aqui. O penúltimo espetáculo do Kataklò Athletic Dance Theatre, “Love Machines”, está em turnê pela Europa.

No caso de “Lights”, que terá sua estréia mundial no Brasil, a proposta é conduzir o público em um caminho ascendente por meio de sequências de quadros coreográficos, permeados pelas destrezas acrobáticas e proezas atléticas tão características do grupo. A personagem principal do espetáculo é a Luz, como o próprio nome diz, e a leveza e a sinuosidade da luz são as promessas da Cia na movimentação dos bailarinos-atletas. Com duração de 75 minutos em um ato único, o grupo promete agilidade, ausência de peso, frivolidade e liberdade nas coreografias, somadas a um aparato extenso de cenografia e figurinos especialmente criados para a turnê.

De acordo com toda a preparação física e os espetáculos anteriores do Kataklò Athletic Dance Theatre, “Lights” parece ser uma ótima opção para os amantes de apresentações performáticas que mesclam acrobacia e dança, como os fãs de Momix, por exemplo. O grupo se apresenta no Rio de Janeiro nos dias 7 e 8 de maio, às 21h e 17h respectivamente. Logo após o fim-de-semana, a Cia segue para Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. Mais informações sobre o grupo podem ser encontradas no site da Cia, www.kataklo.com . Os ingressos para apresentações no Rio de Janeiro são vendidos pela Dell’Arte Soluções Culturais, pelos telefones (21) 3235-8545 ou (21) 2568-8742.

“Atualmente, Kataklò tem 15 membros fixos que se dividem em turnês pelo mundo e apresentações na Itália.“

Ficha técnica

Um espetáculo de Giulia Staccioli
Coreografia de Giulia Staccioli e Jessica Gandini
Apresentando: Maria Agatiello, Elisa Bazzocchi, Eleonora Di Vita, Leonardo Fumarola, Serena Rampon, Marco Ticli, Marco Zanotti, Riccardo Calia
Músicas de vários autores
Iluminação: Andrea Mostachetti
Direção de produção: Daniela Bogo
Coordenação: Emanuela Frassinella

Censura: Livre

A Dança na passarela

maio 12, 2011

por Mariana Farias

Grifes famosas se inspiram no universo da dança para criar suas coleções. E o resultado disso tem sido bastante satisfatório e aceito pelo mercado consumidor. Sapatos tentam se aproximar da sapatilha de ponta da bailarina, deixando o look moderno, porém com um toque refinado.

Não é de hoje que o balé tem sido alvo de inspiração para os estilistas. Em 2009 bailarinas subiram na passarela entre modelos pra mostrar as produções de Samuel Cirnansck no São Paulo Fashion Week . Mas com a produção do filme Cisne Negro foi intensificada a atmosfera delicada do balé, colocando-o mais uma vez no mundo da moda. Inclusive a grife internacional Rodarte foi quem criou os figurinos para o filme.

A ideia começou com estilistas internacionais, mas rapidamente chegou ao Brasil. A marca Maria Bonita Extra trouxe para o inverno 2011 uma bailarina moderna. Onde muitas roupas de ensaio e aquecimento são os pontos que caracterizam a coleção. A Adidas lançou uma linha toda dedicada a dança, já a Colcci combinou o uso do collant com peças rendadas.

A dança está valorizada no mercado da moda. Polainas, sapatilhas, rendas, tules e moletons virão forte nesta estação. Além do uso do coque como penteado, que está sendo bastante utilizado inclusive em eventos importantes. E você, não vai ficar de fora né!?