Yuri Kraszczuk

Caros Amigos,

É sempre muito bom poder lhes escrever.

Como sempre, gostaria de agradecer à todos que enviaram e-mails e mensagens através de nosso blog, nos parabenizando e enviando sugestões, é muito bom ter o reconhecimento de um trabalho e ver que vocês estão acompanhando.

Estamos com novidades nesta edição, a primeira delas e acho que a mais importante é a mudança do nome para Dance Klass News. Esta mudança se fez necessária devido a um reposicionamento do jornal no mercado.

Outra novidade e essa inédita é a criação de uma página voltada para o público infantil, que até hoje nunca foi lembrado e agora vai poder saber a história dos ballets de forma divertida e educativa e outras atividades. Estaremos publicando também desenhos enviados por leitores mirins.

Temos a volta da coreógrafa e professora Carla Martins, nos falando sobre possibilidades de mercado de trabalho.

Fico extremamente feliz em publicar a matéria COMO ESCOLHER SUA SAPATILHA DE PONTA, do nosso querido amigo, o fisioterapeuta José Luiz, que sofreu um grave acidente, mas graça à Deus ele já esta em casa se recuperando e em breve voltando a ativa.

Fomos até a Cidade do Samba para descobrir o “Segredo” para 2011 da comissão de frente da Unidos da Tijuca, conversamos com os Bailarinos do Theatro Municipal Priscila Motta e Rodrigo Negri sobre o sucesso do seu trabalho e os planos para 2011. Em falar em Cidade do Samba, não posso deixar de falar sobre o trágico incêndio que destruiu o trabalho de algumas escolas, mas tenho plena certeza que com muita garra e a determinação que este pessoal tem, eles vão conseguir superar este obstáculo e mostrar, talvez não da forma que queriam, mas de uma forma honrosa e brilhante seu trabalho e sua arte. Boa Sorte à todos

Espero que gostem das matérias e se quiserem obter mais detalhes sobre elas, ou até mesmo sugerir algum outro assunto, envie um e-mail para nosso endereço, kercheekerchenews@gmail.com, não se esqueçam de enviar também os desenhos de seus filhos, ele pode sair na próxima edição. A resposta para o jogo dos sete erros , assim como o jornal, estão disponíveis em nosso blog https://kercheekerchenews.wordpress.com

 

Boa Leitura e até o próximo.

 

 

Yuri Kraszczuk

 

Priscila Mota e Rodrigo Negri

fevereiro 17, 2011

por Roberta Camargo

O Dance Klass News foi até a Cidade do Samba, em Gamboa, no Rio, para entrevistar dois dos melhores frutos do Carnaval carioca de 2010: Rodrigo Negri e Priscila Mota. Vindos do Theatro Municipal, os dois coreografaram a comissão de frente que explodiu na Sapucaí: com “O Segredo” como tema do enredo, a rápida troca de roupa da Unidos da Tijuca em plena avenida surpreendeu a todos. Confira, na íntegra, qual foi a trajetória secreta do grupo e o que o casal de coreógrafos anda guardando na manga para este ano.

Rodrigo e Priscila na Sapucai

 

DK: Como vocês foram parar no carnaval?

PM: A gente sempre gostou de Carnaval, íamos aos desfiles, ficávamos na arquibancada, pagávamos para desfilar com fantasia e tal. E como somos bailarinos surgiram convites pra irmos dançar em comissão de frente. Aos poucos eu virei assistente, o Rodrigo foi convidado para coreografar outras escolas e a gente se separou. Cada um meio que tomou seu rumo e ficamos trabalhando separadamente até 2008, quando fomos convidados para assumir juntos a comissão da “Unidos”.

RN: Esse é o nosso 4º ano.

PM: A “Unidos da Tijuca” já era do grupo especial, uma dessas escolas de ponta nessa época.

RN: A Escola estava com o Paulo Barros desde 2004, que deu uma modificada no layout da “Unidos”. Antes disso a Escola já era reconhecida, mas sempre ficava ali entre nono e décimo lugar. Agora é uma Escola que toda vez em que aponta na avenida todo mundo já espera uma novidade, uma inovação, até pela linha do Paulo, que contribuiu muito para o sucesso da Escola.

DK: Como vocês tiveram essa idéia do “Segredo”?

RN: O Paulo veio com a proposta de trazer o ilusionismo na comissão de frente.

PM: Primeiro surgiu o enredo dele, que era o Segredo abordado de diversas maneiras. Para abrir o desfile ele quis o ilusionismo porque todo mágico tem um grande segredo. E só poderíamos sintetizar o desfile inteiro na comissão de frente por meio da mágica. Esse seria o nosso tema. A partir daí começamos a estudar várias maneiras de trazer o ilusionismo para avenida, só que isso num palco aberto como a Sapucaí é muito complicado. Todo mágico tem um fundo falso, uma coisa na manga, e como fazer isso sendo observado por todos os lados? Então optamos por este truque que foi muito difícil de fazer principalmente por causa do palco aberto, mas um dos mais possíveis.

DK: De onde saiu esse truque?

RN: Na verdade veio num estalo. Em um programa de televisão, anos atrás, num desses quadros de mágica, apareceu o quick change, feito por um casal de Las Vegas. Isso me marcou muito. E quando veio essa idéia a gente lembrou-se desse truque e mandamos os vídeos pra ele (Paulo Barros). Esse nem era nosso plano A, era nosso plano B.

PM: Não tínhamos só esse truque, como também outros dois ou três que eram tão bons e tão impossíveis quanto;

RN: O plano B só foi para avenida porque o outro era muito difícil, muito caro, e foi o plano B que modificou o Carnaval. A gente não esperava toda essa repercussão, esse “boom”, foi uma coisa que nunca se viu igual na avenida, nunca se viu no carnaval. Chega até ser meio assustador, porque não esperávamos mesmo tudo isso.

DK: Quanto tempo de ensaio antes de levar “O Segredo” pra avenida?

PM: Com o grupo três meses, comigo desde maio de 2009, que foi quando decidimos que essa seria uma dessas idéias. Nós começamos a estudar tecido, coloração, caimento; trouxe um monte de vestidos meus de casa pra rasgar e ver qual ficava melhor, e fizemos os testes. A gente acaba fazendo muita besteira até chegar ao produto final, no nosso objetivo; rasgamos e gastamos vários metros de tecidos; todo dia a gente testava, testava e testava. Só a construção de uma comissão de frente já é muito trabalhosa.

RN: A gente não pensa só na coreografia; pensamos na produção de tudo. A comissão carrega a escola.

DK: Eles já ensaiavam com o figurino que foi pra Sapucaí?

RN: Sim, em janeiro eles receberam o figurino e já começaram a ensaiar com as mesmas peças que foram pra avenida.

PM: A confecção foi cara e não podíamos ensaiar com uma coisa e dançar com outra. Na verdade o figurino foi a estrela do desfile, da comissão. Tínhamos que organizar todo aquele show para os figurinos aparecerem, porque a coreografia virou coadjuvante da grande estrela que era a troca de roupas.

RN: E cada figurino era um material muito pessoal, cênico; é como uma sapatilha de ponta, cada um tem a sua. Cada um era responsável pelo seu vestido, levava pra casa, ajeitava, costurava.

PM: E o figurino ficou em teste o tempo todo.

DK: Quem fez as roupas?

PM: A gente tinha uma costureira da escola e ela foi eleita especificamente pra isso. Coitada, não tinha como ela fazer mais nada. Tomei a vida dela, saía de casa de manhã, passava o dia inteiro na casa dela e ía para o ensaio todos os dias até todas as roupas ficarem prontas.

DK: E quantas bailarinas eram? Quantos figurinos?

PM: 18 bailarinas, seis roupas por bailarina… dá umas 108 peças. A gente trocava de roupa milhares de vezes na avenida.  Tinha um tripé em forma de boca-de-cena de teatro, uma cortina era aberta, e havia a troca entre os grupos. A coreografia era tão organizada para que o público não percebesse que realmente ninguém se dava conta de que elas trocavam entre si, uma troca que levava 20 segundos, entrava um grupo e saía outro. Era muito rápido!

DK: Como foi a seleção? Vocês já divulgaram que era pra esse truque?

RN: Fizemos audição em setembro, e era tudo segredo (risos). Porque é um show!  A proposta na audição foi isso, quem tinha carão, no estilo show mesmo.

PM: Como eram 18 e só apareciam 6, a nossa idéia era que na hora da troca de roupa entre elas isso não fosse perceptível ao público. Então pegamos um perfil parecido de altura, de rosto, de biótipo mesmo, pra elas não ficarem muito diferentes. Inclusive nossa caracterização durou 9 horas, porque afinamos o nariz de todas, cada uma ficou com o olho do mesmo tamanho, a sobrancelha foi apagada e redesenhada para que todas ficassem com o mesmo rosto; tudo foi estudado previamente com a equipe de maquiagem para elas ficarem iguais.

RN: Eu mesmo não reconheço, olhando as fotos, não consigo identificar quem é quem.

 

 

 

 

DK: Como foi esse período de 9 horas, essa preparação…teve algum pré-ensaio?

PM: Teve, claro, ficamos concentrados o dia inteiro, almoçamos, fizemos alongamento, rolou até uma yoga  e aí começou a maquiagem.

RN: Sempre antes de ir pra avenida têm aquela passadinha pra garantir, aquela “vamos testar o vestido pra ver como fica”, essas coisas.

DK: Como é que foi isso? Porque era tudo novo…

PM: A gente não sabia se ia agradar…

RN: O nervosismo era grande! A gente chegou na avenida isolado, ninguém sabia o que ia acontecer. Quando chega próximo do carnaval, por volta de dez, onze horas da noite as comissões ficam ensaiando; então acaba que todo mundo assiste o outro trabalho e as pessoas têm noção do que está acontecendo. Um parabeniza o outro, diz que está bacana. Mas nós não tínhamos esse feedback; ninguém tinha visto! Nós não sabíamos se estava legal.

PM: É meio bobo a gente se esconder sem propósito, mas “O Segredo” era um tema que precisava ser feito escondido;  se todo mundo soubesse o que é, não seria segredo! Nós escondemos porque não tinha como ensaiar com todo mundo olhando. Não é porque um outro coreógrafo assiste o nosso trabalho que ele vai mudar a coreografia por causa da nossa; isso não acontece. É mais por causa do propósito da coisa. O impacto é muito maior quando ninguém sabe o que é. Ensaiávamos de madrugada, escondido. Ninguém sabia o que íamos fazer; absolutamente ninguém. Nem os componentes da escola sabiam.

DK: Teve algum tipo de contrato com os bailarinos pra manter o segredo? Como eles lidaram com isso?

RN: Não, a gente acredita nos nossos bailarinos.

PM: É tudo no olhar, a gente olha no olho e fala não pode contar.  Eles curtem isso, eles seguram a idéia, mentem pra família, é muito engraçado. Depois a mãe reclama: “Ah, você mentiu pra mim!”. Eles adoram tudo isso. É bom você trabalhar com um grupo que compre a sua idéia, que leva a sério. Não adianta ter bons bailarinos se eles não estão comprometidos com o propósito e com o conceito da idéia. Então o grande mérito do nosso grupo realmente é o fato de eles se comprometerem demais com o trabalho. Qualquer horário de ensaio é horário, qualquer segredo é segredo eles não abrem pra ninguém, a gente está sempre concentrado. O nosso primeiro ensaio é o nosso primeiro dia de concentração. A gente está alí focado, junto, no desfile, a gente sabe que a família a gente não vê muito, rola umas crises, porque realmente a nossa vida fica em função disso

A partir daqui Rodrigo precisou deixar a entrevista pra resolver alguns assuntos referentes à comissão (a entrevista foi realizada entre os ensaios do grupo).

DK: Como você concilia o Carnaval com a vida de bailarina?

PM: A juventude traz uma energia, então o fato de ser jovem a gente se organiza muito, primeiro, nós somos muito organizados com nossos horários. A gente está de férias no teatro agora, então a partir do primeiro dia em que entramos de férias a gente já vem direto pra cá e daí durante o ano que a gente tem a rotina de espetáculo, quando a gente tem espetáculo, tem que conciliar, ou fica por telefone, com o Paulo, por email, neste ano realmente foi muito complicado, pela nossa rotina, mas a gente dá um jeito.

DK: Como foi depois do Carnaval?

PM: Depois que acabou o Carnaval foi todo um sucesso, um estouro, e tal… Na verdade, foi muito engraçado, depois do desfile das campeãs no sábado, logo na segunda-feira o telefone tocou aqui no Barracão. Era uma noiva dizendo que ia casar em novembro e queria contratar o show da escola. Aí responderam: “Então será o show da escola, bateria, passista, está fechado.” e ela disse: “Não, não quero nada disso, quero a comissão de frente.” Disseram a ela que a comissão de frente não fazia show. Mas o presidente da escola interveio: “Peraí, não fazia! Vai fazer a partir de agora.” O primeiro show contratado foi dessa noiva. Depois vários convites surgiram, fizemos várias coisas, participamos da premiação da CBF no Theatro Municipal, da Liga Mundial de Vôlei, num jogo do Brasil, fomos pra Barretos, fizemos o Salão do Automóvel, temos feito shows pra todo tipo de cliente. Temos evento marcado até 25 de março com um grande banco. Faremos 7 capitais, vamos viajar hoje.

DK: Na semana seguinte do desfile apareceu um programa de televisão explicando o que era “o segredo”.

PM: Foi o dia em que ficou mais claro o que estava acontecendo. Na verdade, eles acharam que desvendaram o que a gente faz, mas o que fazemos não é aquilo. Quando eles fizeram todas as roupas ficaram, mas com as nossas não.

DK : E como é que funciona?

PM: É segredo!!!

DK: E na avenida como foi? Deu alguma coisa errada?

PM: Não, foi tudo certo, tudo perfeito, porque a gente ensaiou muito, fomos muito frios pro desfile.

DK: Vocês não esperavam esse sucesso todo?

PM: Não, absolutamente não. Inclusive eu e Rodrigo achávamos tudo muito simples, a gente via e pensava “será que as pessoas vão curtir só isso”? Estávamos tão envolvidos, meses e meses ensaiando, que pra gente era comum ver aquilo. Só tivemos um feedback antes do desfile que foi o cozinheiro aqui da escola, que se escondeu pra assistir o ensaio. Fomos ensaiar lá fora às 3 horas da manhã e ele viu tudo por uma frestinha de janela. Depois ele desceu chorando pra falar com a gente, dizendo que ele tinha ficado super emocionado e que com certeza a gente ia ganhar o estandarte de ouro. O carnavalesco viu, achou incrível também. Ficou a nossa impressão: alguma coisa vai mudar na nossa vida porque isso é muito especial. Mas nós não tínhamos certeza disso, só na avenida.

DK: E vocês ganharam o estandarte de ouro…

PM: Ganhamos todos os 7 prêmios que o Carnaval oferece.  Os prêmios são muito bacanas pela visibilidade que dão, acho que coroam o nosso trabalho que foi muito desgastante, mas as notas são o que realmente importa e foram todas 10. Conseguimos ajudar a Escola, porque estamos aqui pra somar, agregar para um resultado final que é geral, o campeonato, e se a gente conseguiu ajudar nesse objetivo, essa é a nossa função.  Se vier prêmio, show, é consequência muito bem-vinda, mas lutamos pela nota. Ganhamos o campeonato também. A comissão abriu com chave de ouro um desfile que foi incrível, perfeito em termos de harmonia, de alegoria, de fantasia. Só que a comissão fez um papel que até hoje não foi visto que foi trazer o público pra dentro do desfile. O público participou, reagia a cada troca de roupa, e isso foi embalando as pessoas, a escola, os componentes. A apresentação da comissão embalou um desfile que tinha tudo pra ser perfeito.

DK: A “Unidos da Tijuca” sofreu duras críticas também, alguns dizem que o desfile não é Carnaval. O que você acha disso?

PM: Quem está no olho do furacão é sempre muito criticado. O público responde muito melhor do que nós. Lutamos por aquilo que achamos bacana, e a melhor resposta de que está dando certo é a reação do público, não tem crítica que possa superar isso. Se a massa inteira do Sambódromo urrava com a apresentação da escola, porque a crítica? Carnaval é a festa do povo, da alegria, e se o povo gosta do que está vendo ele reage. As críticas são aceitas, acho que quem tem boca fala o que quer, mas contra milhões de pessoas não tem como ir contra.

DK: Quando vemos vocês na Sapucaí? A próxima comissão vai dar um show como foi a anterior?

PM: Seremos a quarta escola a desfilar, deve entrar entre 00:30h e 1 hora da manhã, no dia 6 de março. E vai dar show com certeza, é totalmente diferente, acho até legal frisar isso, há um contraste muito forte entre o ano passado e esse ano. Queremos ser comparados com as outras escolas, e não com o que fizemos. Não existe comparação com a comissão anterior, a proposta deste ano tem tudo haver com o enredo de 2011. São várias novidades, a base do grupo é a mesma, são as mesmas pessoas, mas o caminho e o conceito são totalmente diferentes.

DK: Qual é o segredo deste ano?

PM: É um mistério! (risos). Tem tudo haver com o enredo, dá medo (o enredo deste ano chama-se “Essa noite levarei sua alma”), e acho que vamos causar reações de novo, reações diversas, e vai ser bem polêmico. Vai ser muito bom.

por José Luiz

José Luiz

Uma das perguntas mais comuns que me fazem sempre é: Qual é a melhor sapatilha de ponta?

Isto é uma pergunta de difícil resposta, até porque, a melhor, em geral, é a que você já esta acostumada a usar. Trocar de marcas de sapatilha de ponta, sempre exige uma cerca adaptação ao novo modelo. Mas existem alguns parâmetros que podemos adotar para uma melhor escolha.

1º – Qualquer que seja a marca, o fabricante deve lhe oferecer opções de variedades de modelos para os diversos tipos de pé, escala de medidas de tamanho de número e número e meio, exemplo, número 37 e 37 ½.

2º – A palmilha de cada modelo deve ter variações no grau de dureza, para poder adaptar-se a curvatura do peito de pé, peso da bailarina, força do pé  e nível técnico.

3º – É desejável também, que ofereça modelos para o nível de iniciantes, intermediários e adiantados, e assim a bailarina evolui sem a necessidade de trocar de marca.

4º – Um site na Internet, oferecendo informações mais técnicas de cada modelo, é tido como um padrão a ser seguido atualmente.

Ao ajudarmos uma bailarina na escolha da sapatilha, de uma  maneira simplista, avaliamos quatro itens:

  1. A terminação dos pés (Pé Egípcio-Grego-Polinésio), que definirá o modelo da sapatilha
  2. O peito do pé (eixo lateral) versus palmilha,
  3. O peso,
  4. O nível técnico.

TIPOS DE PÉ

O primeiro passo na escolha da sapatilha é definir o tipo de pé da bailarina

Os pés podem ser categorizados em três grupos distintos segundo a terminação dos dedos.   Pés tipo Grego (A),    Egípcio (B) e   Quadrado ou Polinésio (C).

O traço preto faz referencia ao apoio que o Box dará aos dedos.

Ao examinarmos o pé, devemos fazer uma compressão, com a mão,  nas bordas laterais do pé, a fim de ter uma idéia de como o pé vai ficar quando sofrer a compressão do Box, e assim identificar melhor o formato do pé. Para cada formato de pé, existe um modelo de sapatilha.

PEITO DE PÉ VERSUS PALMILHA

A regra aqui é, quanto mais peito de pé, mais dura a palmilha; quanto menos peito de pé, mais macia a palmilha.   A força do pé também deve ser considerada, porém percebo que as pessoas não têm a menor idéia do que é um pé forte; tanto que, é comum ouvir que a sapatiha quebra por que o pé é muito forte, o que raramente é verdade.

Com relação ao tamanho da palmilha, o padrão atual é ¾, porém, alunas com muito peito de pé, podem usar palmilhas inteiras, o contrário quase nunca, salva nos casos de sapatilha iniciante com palmilha inteira, nestes casos, apesar da palmilha ser inteira, toda a sapatilha é mais macia, inclusive a palmilha.

Outro aspecto a ser considerado é o eixo de apoio ideal. Na figura (A) temos o eixo ideal, onde o centro do tornozelo alinha-se  em linha reta com o s dedos; nesta situação podemos escolher a sapatilha segundo a força do pé, ou o  nível técnico da bailarina. Na figura (B) , temos a situação em que o pé tem pouco peito de pé, impedindo que a bailarina tenha um bom alinhamento e equilíbrio na ponta, nesta caso, usamos uma palmilha macia, que não seja uma resistência para subir na ponta. Na figura (C), temos o pé com muito peito de pé, e que vai além do eixo ideal, nestes casos, damos preferência para palmilhas mais duras, a fim de segurar o pé, e evitar que os dedos saiam do Box ao subir rapidamente.

O PESO

Quanto ao peso da bailarina, só existe uma regra. Bailarina tem que ser magra.

Qualquer tentativa de usar sapatilha de ponta com peso acima da média, gera uma sobrecarga nociva aos pés.

Mas vamos às regras para facilitar:

– Magrinha: sapatilha macia, com palmilha macia,

– Nem magra, nem gorda: Palmilha normal ou reforçada,

– Gordinha ou muito alta (pesada): Palmilha reforçada ou super reforçada.

OBS.:  Quando temos a mescla de fatores divergentes, como por exemplo: pouco peito de pé (palmilha macia), com muito peso (palmilha reforçada); a sugestão é optar por  palmilha reforçada.

NIVEL TÉCNICO

Não tem muito mistério.

– Iniciantes: Usar sapatilhas para iniciantes, que geralmente são sapatilhas macias, palmilhas inteiras ou três quartos, com solas de mesmo tamanhos.

– Adiantado ou Profissionais: São sapatilhas mais firmes, geralmente com palmilhas de tamanho ¾  ou ½  no caso das profissionais.

Neste caso não significa que uma menina não possa usar uma sapatilha profissional caso queira, pode, mas terá que ter um pé forte e um bom nível técnico.

Podemos colocar uma sapatilha profissional em uma iniciante ?

Sim podemos, pois há casos como, por exemplo,  uma menina com o pé muito largo,  e como não há sapatilha iniciante com Box quadrado, colocamos uma Nikya ou Anne mas com uma palmilha do tipo “S” (Soft), para compensar.

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES

– Não é unicamente a dureza da palmilha que dará a durabilidade da sapatilha. Fatores como modo de uso e conservação da sapatilha terão maior importância.

– Não guardar a sapatilha em sacos plásticos, pois o suor fará com que a sapatilha amoleça rapidamente.

– Orientar as alunas para não deixar as ponteiras dentro da sapatilha após o uso, pelo mesmo motivo exposto acima.

– Sapatilha adora sol, após cada uso, devemos deixá-la secar ao sol . Isto ajudará a manté-la dura por mais tempo.

– Evite “quebrar” a sapatilha debaixo de moveis ou pianos. Isto só acelera o amolecimento da mesma. A sapatilha deve ser moldada no pé com o uso, ou levemente amassada a sola na altura da curvatura do peito do  pé.

– Não ficar limpando  com álcool ou Veja, ou usando maquiagem para esconder a sujeira. O melhor é usar uma meia por cima da sapatilha, isto manterá a sapatilha limpa até o espetáculo.

– Sapatilhas duram  em média de 3 a 6 meses para iniciantes, 1 a 2 meses para adiantado em diante, podendo durar até 2 semanas no caso de profissionais .  Lembrando que vários fatores interferem na durabilidade, sendo o mais importante o modo de uso.

Dançando em Alto Mar

fevereiro 17, 2011

Por Carla Martins

Carla Martins

Caros amigos leitores, aqui estou eu novamente para conversarmos mais um pouco sobre o profissional de dança. Até porque acabei desembarcar de uma viagem Escândalo….. Adorei… Além de passear por Buenos Aires e Punta del Este, tive o prazer de estar na platéia e assistir aos Shows maravilhosos e super produzidos que ocorrem em um palco cruzeiro (ailuminaçãoeo som de primeira, tudo funciona). Na verdade já até trabalhei com uma equipe de seleção para bailarinos visando formar elenco fixo para um navio,ou seja trabalho para um ano inteiro e posso afirmar que este é um mercado muito bom para nossa classe, pois ganhasse em Euros. Além do crescimento desse campo de trabalho no nosso país, já li algumas matérias sobre como esse tipo de turismo ficou mais acessível a outras classes.

Voltando ao assunto, quando fui trabalhar na seleção de elenco (diga- se bailarinos profissionais) para o navio, fiquei responsável pela avaliação de medidas dos candidatos e fotos. Daí me aparecem algumas pérolas. Meninas querendo fazer medida de altura com salto plataforma e dizendo que tem 1,70 m, outras que vão para aprender a sequência e não conseguem terminar uma pirueta de frente para o espelho e ainda outras que não entendem porque se conta até 8. Por favor, me poupem! Claro, devem ter achado que a audição era para passistas, malabaristas ou contorcionistas. Minha pressão subiu!!! Atenção quero deixar claro que não estou falando mal de ninguém, apenas defendo a não invasão de áreas. Existe espaço para todo mundo, mas não era esse o caso. Tratava-se de um navio cuja produção dos eventos era bem arrojada, queria bailarinos e bailarinas profissionais segundo determinado perfil. Eles bonitos, altos e fortes. Elas bonitas, altas e em forma. Ambos com boa técnica e principalmente carisma enquanto dançam. Ressalto que nem todos possuíam 100% dos atributos que precisávamos, mas se fossem capazes de compensar por exemplo uma falta de estatura com uma excelente técnica e principalmente carisma, as chances de serem escolhidos eram bem elevadas. Portanto a hora é essa.

Beijo e até a próxima…

Ah… quer saber mais ?? Pesquisa,vai à luta…

Porque eu conto o milagre, mas não digo o nome do Santo.

Tchau

 

por Luis Florião

Luís Florião

1. EFEITOS ANTROPOMÉTRICOS E NEUROMUSCULARES:

a. Diminuição da gordura corporal

b. Incremento da massa muscular

c. Incremento da força muscular

d. Incremento da densidade óssea

e. Otimização da atividade cerebral – fortalecimento do tecido conetivo

f. Incremento da flexibilidade

2. EFEITOS METABÓLICOS:

a. Aumento do volume sistólico

b. Diminuição da freqüência cardíaca em repouso e no trabalho submáximo

c. Aumento da potência aeróbica (vo2 máx.) 10-30%

d. Aumento da ventilação pulmonar

e. Diminuição da pressão arterial

f. Melhora do perfil lipídico

g. Melhora a sensibilidade à insulina

3. EFEITOS PSICOLÓGICOS:

a. Melhora do auto-conceito

b. Melhora da auto-estima

c. Melhora da imagem corporal

d. Diminuição do estresse e da ansiedade

e. Melhora da tensão muscular e da insônia

g. Diminuição do consumo de medicamentos

h. Melhora das funções cognitivas e da socialização

Além destes efeitos gerais, a dança de salão tem se mostrado de grande valia como auxílio aos tratamentos para controle e prevenção de doenças como diabetes, enfermidade cardíaca, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, artrite, dores crônicas e desordens mentais ou psicológicas.

Nota-se também um aumento da procura por escolas de dança de salão por recomendação médica e de professores de Ed. Física. A dança de salão é uma atividade completa que propicia além de lazer e diversão, uma série de incrementos na qualidade de vida, atuando na área social, através da formação de grupos que se reúnem para dançar, ir a bailes e eventos, aproximando os casais, irmãos, adolescentes, pais e filhos, pois é uma atividade sem distinção de faixa etária, sendo comum que as famílias freqüentem juntas as aulas.

Por sua contribuição para a diminuição do estresse ao mesmo tempo que eleva a auto-estima é um grande incremento à vida pessoal, melhorando o humor, combatendo a insônia, aumentando a libido e também a produtividade e freqüência no trabalho. Ao incentivar uma melhor postura física, a dança proporciona um melhor funcionamento dos órgãos internos resultando numa vida muito mais saudável e feliz (dançar libera endorfinas) com efeitos positivos para: coração, pulmão, intestinos, estômago, pele, cabelos, articulações, humor, elasticidade, equilíbrio, flexibilidade, pressão arterial, peso, musculatura, sistema imunológico etc.

“A atividade física é um direito de todos e uma necessidade básica.” – Unesco “Muito mais que atividade física, a dança de salão é uma arte completa, com benefícios para a mente e o corpo.” – Luís Florião

A Promoção Universo Encantado Só Dança foi assim intitulada por incluir, no roteiro principal da premiação, a Universal Studios e os parques temáticos de Orlando. Mas, essa campanha, que tem como finalidade premiar bailarinos, lojistas, vendedores, professores e donos de escolas com viagens aos Estados Unidos, além de proporcionar aos vencedores muita diversão no roteiro principal também vai oferecer um intercâmbio de conhecimento com a visita programada à conceituada escola de dança Harid Conservatory, sediada em Boca Raton, Flórida.

A equipe Só Dança dos Estados Unidos vai recepcionar e acompanhar os brasileiros no passeio, que começa com um café da manhã, na sede da empresa em Deerfield Beach.

A campanha, que teve início em 2010 já premiou quatro participantes durante o 18o Passo de Arte de Indaiatuba e o 28o Festival de Dança de Joinville: Isabela Barros Diniz, de Belo Horizonte; Rosana Benatti, de Sorocaba; Claudia Pereira, de Campinas e Elenice Gomes da Silva, de Curitiba.

Elenice Gomes - ganhadora de Curitiba

Rosana Benatti - Ganhador Sorocaba

 

 

 

 

 

 

 

 

Isabela - Ganhadora Belo Horizonte (primeira sorteada em Joinville)

Claudia Pereira - Ganhadora Campinas

 

 

 

 

 

 

No dia 28 de maio deste ano serão encerradas as participações, e o sorteio está marcado para oito de julho. Os ganhadores terão pouco mais de três meses para providenciarem os passaportes e vistos, pois a viagem, com saída de Guarulhos/ SP, será em 10 de outubro e o retorno, saindo de Orlando, está previsto para o dia 16 daquele mês.

Para concorrer ao prêmio, que é pessoal e intransferível, é necessário seguir algumas regras: ser maior de 12 anos, adquirir produtos Só Dança nas lojas participantes da promoção e preencher corretamente o cupom, respondendo à pergunta: “Qual é a marca brasileira de produtos para dança reconhecida pela qualidade e presente em mais de 30 países dos cinco continentes?”. Um único cupom vai sortear o bailarino/consumidor, o professor de dança que ele indicar, o vendedor e o lojista.

 

 

 

 

 

Importante: você que é aluno pode ajudar sua escola e ser premiada também! Para isso é só solicitar os selos adesivos junto ao vendedor e colá-los no cartaz que está afixado na sua escola.

Mais informações no site:

http://www.promocaosodanca.com

Participe!

Você pode ser um dos felizardos que viverão dias incrivelmente inesquecíveis no mundo encantado da fantasia e da alegria nos Estados Unidos com tudo pago pela Só Dança!