Bicentenário da Dança no Brasil

julho 14, 2011

por Luís Florião

Comemoramos o Bicentenário da Dança no Brasil. Para comemorar, programamos diversos eventos, lançamento de livro, homenagens…

Segue a programação e um resumo da pesquisa sobre as danças sociais que posteriormente disponibilizaremos para vocês, caros leitores interessados nessa arte maravilhosa.

– Exposição 200 Anos da Dança de Salão no Brasil – 4 a 29 de julho –  das 10 às 19h – Centro de Artes Calouste Gulbenkian – Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze – Entrada franca – (21) 2535-2377 / 9502-6073

– Baile do Bicentenário da Dança de Salão 1 – 16 de julho – sábado – 14 h – Helênico Club – R$ 30,00 – (21) 7897-7969  /  2574-9075

– Baile do Bicentenário da Dança de Salão 2 – 24 de julho – domingo – 18 h – Academia de Dança Luís Florião – R$ 12,00 (promocional antecipado R$ 8,00) – (21) 84770200/  3244-3244

– Excursão da Academia Luís Florião – 200 Anos da Dança no Brasil – 28 a 31 de julho – Viagem para o evento Baila Costão, no Costão do Santinho – Florianópolis – Aulas manhã e tarde – noites bailes e apresentações – (21) 84770200 / 3244-3244

– Mostra Andanças e o Bicentenário da Dança no Brasil – 13 de agosto – sábado – das 18 às 19:30h – Forte de Copacabana – Mostra de dança, lançamento de livro e publicações e homenagens – Entrada franca – (21) 84770200 /  3244-3244.

– Semana da Dança de Salão do Rio de Janeiro – Bicentenário da Dança no Brasil – 20 a 26 de novembro – domingo à sábado – Dezenas de eventos por todo o estado – (21) 84770200 /  3244-3244

Danças Européias

“A dança de salão, como conhecemos agora, nasceu com os primeiros mestres de dança da renascença, que arranjavam o entretenimento para os duques e príncipes.” (Dalal Achcar)

A época de D. João VI

Com a chegada da Família Real e a transformação do Rio de Janeiro em sede do Reino Unido (Brasil, Portugal e Algarves), a cidade passou por grandes modificações. O período de permanência da corte no Brasil (1808-1821) foi um momento de grande expansão no interesse e na oferta em cultura.

Mary Del Fiore confirma: “A vinda da família real em 1808 introduzia hábitos sociais que foram se multiplicando entre as várias camadas sociais. Recepções, casamentos, balizamentos, cortejos, jogos, óperas, enfim o luzir dos fidalgos, davam modelos e incitavam imitações. Importavam-se também professores de dança e canto, capazes a ensiná-las a animar bailes e saraus da cidade”

200 Anos da Primeira Aula de Dança no Brasil

São diversos os relatos sobre a importância da dança social no período e sobre os mestres de dança, que foram importados para dar conta da demanda. Professores como Luiz Lacombe, que chegou em 1811, e colocou nesse mesmo ano, na Gazeta do Rio de Janeiro em 13 de julho, a referência* mais antiga sobre aulas de danças sociais no Brasil que encontrei até o momento.

“Divulguei diversas vezes para os profissionais da dança sobre os 200 anos de aulas de dança de salão no Brasil, sendo que a que causou mais impacto foi em audiência pública na ALERJ em 01/12/09. Em seguida, com a ajuda de Antônio Aragão do Jornal “Falando de Dança” que buscou na Biblioteca Nacional a propaganda que citei, comprovamos irrefutavelmente o fato. Esse documento foi importantíssimo no processo de transformação do ritual da dança de salão como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro e na promulgação da Lei que criou a Semana da Dança de Salão do Rio e Janeiro.”

O sucesso foi tanto que, em seguida, Lacombe trouxe seus três irmãos para auxiliar nas aulas. Wanderley Pinho ressalta essa importância: “As danças se aperfeiçoavam com mestres entendidos. Luiz Lacombe não tinha mãos a medir e multiplicavam-se salões e saraus onde suas discípulas exibiam passes e passos de bem aprendidas graças coreográficas.” E “Os cabeleireiros e os mestres de danças” (referem Ferdinand Denis e Hipólito Taunay) gozavam de grande prestígio e maiores proveitos. Enquanto o danseur se buscava em uma carruagem luxuosamente atrelada e se remunerava bem, o professor de línguas tinha que marchar a pé daqui ali para lições pagas com usura.”.

Concluo, citando a historiadora, dançarina, pesquisadora de dança de salão e antropóloga Jussara Vieira Gomes: “Após a proclamação da república, o gosto pelos bailes continuou forte, entre os cariocas, tornando-se cada vez mais populares e freqüentes, a ponto do consagrado poeta Olavo Bilac comentar, num artigo de 1906, para a revista Kosmos: “…no Rio de Janeiro, a dança é mais do que um costume e um divertimento; é uma paixão, uma mania, uma febre. Nós somos um povo que vive dançando.”

Luís Florião

Academia de Dança Luís Florião – Rua Carmela Dutra, 82 Tijuca – 32443244 – www.dancecom.com.br – almad@dancecom.com.br

Especialista nas principais danças de par brasileiras: samba, forró e as lambadas (de Porto Seguro e a do Rio de Janeiro – também chamada de zouk brasileiro), professor e pesquisador.

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